Bachelet ganha votação simbólica de chilenos que vivem no exterior
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 17 nov (EFE).- A socialista Michelle Bachelet foi a ganhadora de uma votação simbólica realizada através da internet com mais de 14 mil chilenos que residem no exterior para exigir o direito de voto das pessoas que vivem fora do país. A ex-presidente (2006-2010), favorita em todas as enquetes para as eleições presidenciais deste domingo, obteve 34,9% dos votos digitais dos chilenos que vivem no exterior, seguida por Marcel Claude, candidato do Partido Humanista, com 16,1%. O terceiro lugar foi para Marco Enríquez-Ominami, do Partido Progressista (PRO), com 14,2%, e o quarto para a candidata governista, a conservadora Evelyn Matthei, com 12,2%. Alfredo Sfeir, do Partido Ecologista Verde, obteve 10,8% dos votos e os quatro candidatos restantes não foram mencionados nos resultados. Quase 14.500 chilenos participaram da votação desde 105 países através de uma plataforma tecnológica elaborada com medidas de segurança para assegurar que o voto efetivamente procedia de fora do Chile. Um tribunal eleitoral integrado por cinco pessoas do âmbito cultural e acadêmico abriu a urna digital e poucos minutos depois foram obtidos os resultados da votação. Todas as candidaturas, exceto as de Matthei e do independente Tomás Jocelyn-Holt, expressaram seu apoio à campanha, organizada pelo "Voto Ciudadano" e a "Fundação Democracia e Desenvolvimento". Em setembro, o Senado aprovou um projeto de lei para regular o voto no exterior e que contempla a elaboração de uma lei orgânica para estabelecer como será implementada a medida. A direita se opôs historicamente ao direito a voto dos chilenos que vivem fora do país porque considera que pode prejudicá-la nas eleições, já que durante o regime militar (1973-1990) milhares de cidadãos se exilaram e muitos deles seguem vivendo nos países que os acolheram. EFE gs/ff









