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Bachelet promete reformas após vitória esmagadora no Chile

Internacional|Do R7

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Por Anthony Esposito

SANTIAGO, 16 Dez (Reuters) - A socialista Michelle Bachelet prometeu realizar grandes reformas tributárias e educacionais para atenuar as divisões sociais no Chile, após assegurar o retorno à Presidência por ampla maioria em votação no domingo.

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Bachelet teve cerca de 62 por cento dos votos no segundo turno contra a conservadora Evelyn Matthei, da situação. Foi a mais expressiva votação de um candidato presidencial desde a restauração da democracia chilena, em 1990.

A médica socialista volta ao Palácio de La Moneda quatro anos após completar seu primeiro mandato.

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"O Chile olhou para si, olhou seu caminho, sua história recente, suas feridas, seus feitos, suas tarefas pendentes, e este Chile decidiu que é hora de iniciar transformações profundas", disse Bachelet a uma eufórica multidão de admiradores no domingo à noite, sob uma chuva de confetes.

"Não há dúvida: os lucros não podem ser o motor por trás da educação, porque a educação não é uma mercadoria, e porque os sonhos não são um bem de consumo", afirmou.

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Geralmente, as boas escolas chilenas são pagas, e protestos estudantis --alguns violentos-- pedindo uma mudança nessa situação contribuíram para reduzir a popularidade do presidente conservador Sebastián Piñera.

Bachelet disputou a eleição prometendo novas políticas sociais que combatam as desigualdades sociais, e propondo um aumento dos impostos empresariais para bancar esses planos.

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"Ela vai governar com profundas demandas por mudanças", disse o senador Ricardo Lagos Weber, aliado de Bachelet, à Reuters. "O país não está na lona, é saudável, organizado, está crescendo economicamente, gerando empregos e melhorando os salários. Mas também é profundamente desigual."

Outra promessa de campanha da presidente eleita é alterar a Constituição e o sistema eleitoral, herdados da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

"Bachelet prometeu muito, e as expectativas estão elevadas, ao passo que a situação (econômica) não está tão favorável quanto em anos recentes", disse o cientista político Patricio Navia, professor da Universidade de Nova York.

Se precisar rever suas promessas por causa da necessidade de controlar os gastos públicos, é possível que também enfrente protestos. Logo depois do anúncio da vitória, desconhecidos hackearam o site do Ministério da Educação, onde deixaram a seguinte frase: "Senhora presidente, vamos nos encarregar de tornar as coisas difíceis para a senhora. O ano que vem será uma época de protestos."

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