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Banco do Vaticano atuou sem autorização por 40 anos, diz Procuradoria de Roma

Ex-diretores do Banco do Vaticano podem ser processados por irregularidades 

Internacional|Ansa

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A Procuradoria de Roma informou nesta quarta-feira (4) que o IOR (Instituto para as Obras da Religião), também conhecido como Banco do Vaticano, atuou por 40 anos na Itália sem autorização. 

A notícia vem com a divulgação do fim das investigações dos procuradores sobre a conduta do ex-diretor-geral Paolo Cipriani e de seu então vice, Massimo Tullo.


A irregularidade teria sido constatada até o fim de 2011 e ambos os gestores podem ser processados pelo ato. Seus predecessores, no entanto, não correm o risco de serem punidos porque o crime já prescreveu.

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Segundo o procurador Stefano Rocco Fava, eles devem ser enquadrados por atividades não autorizadas para angariar fundos, atividade bancária ilegal e atividade financeira ilegal.


No relatório produzido pela Procuradoria, ficou comprovado que o Banco do Vaticano desenvolveu ações como se fosse um banco até o momento em que o Bankitalia, o Banco Central italiano, impôs a esse tipo de instituição o mesmo tratamento dado aos bancos extracomunitários europeus.

O Banco do Vaticano, segundo a investigação, teria agido através de contas abertas em 11 instituições de créditos.


Após o controle maior do Bankitalia, o IOR transferiu grande parte de suas atividades financeiras para a Alemanha.

Outras investigações

Essa investigação da Procuradoria de Roma não tem ligação com as averiguações da própria Santa Sé para o órgão.

Em dezembro do ano passado, o promotor de Justiça do Tribunal do Vaticano abriu um inquérito contra outro ex-presidente e um ex-diretor-geral da instituição.

Angelo Caloia e Lelio Scaletti são suspeitos de terem cometido peculato em operações imobiliárias ocorridas entre 2001 e 2008.

Além deste último, o IOR esteve envolvido em uma série de escândalos financeiros.

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