Internacional Bandeira da UE é removida do Arco do Triunfo após causar polêmica

Bandeira da UE é removida do Arco do Triunfo após causar polêmica

Líder da extrema-direita, Marine Le Pen, ameaçou apelar ao Conselho de Estado da França para que fosse feita a remoção

  • Internacional | Do R7

Bandeira no Arco do Trinfo marca o início da presidência da França da União Europeia

Bandeira no Arco do Trinfo marca o início da presidência da França da União Europeia

Christian Hartmann/Reuters

Uma enorme bandeira da União Europeia pendurada no Arco do Triunfo na sexta-feira (31) para marcar o início da presidência francesa do bloco nos próximos seis meses foi removida, neste domingo (2), após despertar a ira de líderes da extrema-direita e da direita.

O ministro de Assuntos Europeus, Clement Beaune, que na sexta-feira informou que a bandeira ficaria pendurada por "vários dias", disse que ela foi retirada como previsto.

"A retirada da bandeira estava agendada para este domingo, não havíamos estabelecido uma hora exata", disse Beaune à rádio France Inter.

Ele minimizou a ideia de que o governo havia cedido após a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, ter dito no domingo que apelava ao Conselho de Estado da França para que removesse a bandeira.

"O governo foi forçado a remover a bandeira da UE do Arco do Triunfo, uma bela vitória patriótica no início de 2022", disse Le Pen neste domingo.

Beaune respondeu: "Nós não recuamos, não houve mudança de planos... Eu acredito totalmente que o futuro da França é na Europa".

Ele disse que Le Pen e outros líderes entenderam tudo errado quando disseram que a bandeira da UE havia tomado o lugar da bandeira francesa, uma vez que a última não é exibida permanentemente no Arco do Triunfo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que ainda não informou se vai concorrer à reeleição em abril, derrotou Le Pen no segundo turno em 2017 por 66% a 34% dos votos válidos.

A maioria das pesquisas mostra que haveria um novo confronto entre ambos na próxima eleição presidencial, com expectativa de que Macron vença novamente, ainda que por uma margem menor.

Últimas