Bangladesh condena à morte 7 terroristas por ataque em 2016
Condenados são considerados autores intelectuais e logísticos de atentado que deixou 22 mortos, sendo 17 estrangeiros
Internacional|Da EFE

Um tribunal antiterrorista de Bangladesh condenou à morte, nesta quarta-feira (27), sete dois oito acusados do ataque jihadista ao restaurante Holey Artisan, em 2016, um atentado que chocou o país asiático ao saber que a maioria dos 22 mortos, 17 deles estrangeiros, foram atacados com facões.
O Tribunal Especial Antiterrorista "condenou sete acusados à morte e absolveu um, Boro Mizan, já que a acusação contra ele não pôde ser comprovada", disse à Agência Efe, Delwar Hossain, advogado de defesa de quatro dos acusados por pertencer ao grupo jihadista local Jamaatul Mujahideen Bangladesh (JMB).
Os condenados são considerados autores intelectuais e logísticos do ataque, enquanto os cinco agressores que entraram no restaurante no dia 1º de julho de 2016 foram mortos pelas forças de elite, o que não impediu que os jihadistas torturassem reféns por horas antes de matar muitos deles com facões.
"O Tribunal, em sua opinião, afirmou que é um crime hediondo e os agressores o cometeram e prejudicaram a imagem do país para estabelecer a lei islâmica. Eles também tentaram mostrar que o Estado Islâmico (EI) estava envolvido nisso", disse o promotor Abdullah Abu.
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A sentença considera que os condenados à morte Jahangir Alam, Rashed, Sohel Mahfuz, Raklbul Islam Regan, Hadiur Rahman, Shariful Islam Khalid e Mamunur Rashid Ripon tentaram instalar uma base do EI em Bangladesh, um país onde predomina o Islã moderado.
Todos eles foram presos entre julho de 2016 e janeiro deste ano e, juntamente com o absolvido Boro Mizan, foram acusados de assassinato por participar da organização, treinamento e fornecimento de armas para o ataque.
A polícia de Bangladesh determinou que 21 pessoas participaram do ataque, das quais 13, incluindo os cinco agressores, morreram no ataque e em operações policiais subsequentes, incluindo Tamim Chaudhry, morto em agosto do mesmo ano e considerado pelas autoridades locais como o mentor do ataque.















