Base do acordo entre EUA e Irã é ‘extremamente frágil’, afirma especialista
Estreito de Ormuz voltou a ser fechado nesta quarta-feira (8) após ataques de Israel contra o Líbano
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Sites de monitoramento de transporte marítimo mostraram, na manhã desta quarta-feira (8), a circulação de dezenas de embarcações pelo estreito de Ormuz, que voltou a ser fechado após ataques de Israel contra o Líbano. A passagem representa uma rota importante para escoar petróleo e gás que saem do Oriente Médio.
Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, diz que a porta-voz da Casa Branca afirmou que ataques não faziam parte das negociações, ao mesmo tempo que a Guarda Revolucionária iraniana disse que, se os ataques no Líbano continuassem, o acordo não seria firmado.

“O poder político e a alta liderança da Guarda Revolucionária não conseguem controlar os comandos subordinados. E isso leva a uma instabilidade. Acho que, desse momento, tenta-se salvar o acordo”, aponta em entrevista ao Conexão Record News.
Cabral acrescenta que, logo depois que foi anunciado, houve um ataque iraniano a Israel de mísseis e drones, que a defesa israelense eliminou rapidamente. Depois houve um drone israelense abatido no sul do Irã. E o Irã, em resposta, atacou o Catar e a Arábia Saudita, com instalações energéticas e usinas de dessalinização como alvo.
“Israel quer destruir o Irã, nós sabemos disso. Sabemos que a base do acordo é extremamente frágil. Já me referi à questão de que Teerã não controla todos os comandantes da guarda e os Estados Unidos não conseguem controlar Israel. [...] Israel fez de propósito, na minha análise, com o objetivo de atrapalhar o acordo”, afirma o especialista.
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