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Análise: pontos do Irã e EUA entram em divergência e criam um ‘cessar-fogo frágil’

Durante entrevista, cientista político abordou as expectativas para as negociações

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos e Irã se preparam para negociações de paz no Paquistão.
  • Há divergências nas expectativas: Irã busca fim das sanções; EUA querem encerramento do programa nuclear iraniano.
  • O cientista político José Paulo aponta que o acordo pode ser instável e sujeito a paralisações.
  • Conflito prolongado impacta a economia americana e fragiliza o regime iraniano, potencializando insurreições internas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos e o Irã estão às voltas com negociações de paz neste fim de semana. O encontro entre as potências vai acontecer no Paquistão e pode dar um fim à guerra no Oriente Médio.

Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (10), o cientista político José Paulo analisou que esse é um “cessar-fogo frágil”, já que o Irã entende que o acordo deveria abranger todo o Oriente Médio e os EUA acreditam que ele remete apenas ao estreito de Ormuz.

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Dois barcos pequenos em movimento no estreito de Ormuz deixando rastros de espuma, com navios maiores atracados em um porto ao fundo e uma encosta rochosa e árida atrás das estruturas portuárias
Prioridades dos EUA em garantir segurança no estreito de Ormuz não são as mesmas do Irã Reprodução/Record News

“Enquanto os dez pontos do Irã destacam o fim das sanções americanas para o futuro e uma continuação do programa nuclear, os EUA destacaram que o programa atômico seria finalizado. E não é isso que o cessar-fogo diz, então há uma divergência de expectativas sobre o cumprimento desse texto”, explica.

As negociações deverão ocorrer ao longo desta sexta-feira (10) e sábado (11), e Paulo apontou que não seriam possíveis sem a mediação da diplomacia paquistanesa e a pressão chinesa exercida sobre o aliado, o Irã. Ao ser questionado sobre as previsões do acordo, o especialista afirma que mais paralisações são prováveis, assim como as chances de que o processo não seja tão estável quanto a Casa Branca gostaria.

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O prolongamento do conflito e o bloqueio a Ormuz aumentaram a inflação dos EUA, que agora tentam sair de uma guerra que antes animava os mercados. “Tudo isso pressiona Donald Trump a ser mais ágil nas negociações. [...] Tem esse custo na economia americana e na percepção pública do americano comum.”

Já o Irã viu seu programa nuclear ser praticamente destruído com os bombardeios norte-americanos e israelenses. Além disso, o país se encontra em um momento no qual o próprio sistema político está fragilizado e propenso a insurreições, que, segundo Paulo, poderiam iniciar um efeito dominó que levaria ao fim do regime iraniano.

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