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Bebês nascidos no tufão lutam pela vida nas Filipinas

Internacional|Do R7

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Por Stuart Grudgings

TACLOBAN, Filipinas, 13 Nov (Reuters) - Na capela do único hospital público em funcionamento na cidade filipina de Tacloban, devastada por um tufão na semana passada, sete bebês prematuros sofrem com o forte calor, observados por mães preocupadas e por um Cristo de madeira.

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Um oitavo, nascido dois dias depois da passagem da gigantesca tempestade Haiyan, na sexta-feira, é mantido vivo graças à avó que, apesar da exaustão, continua bombeando manualmente ar para os frágeis pulmões do bebê. Só um dos recém-nascidos, com o rosto machucado por causa do apressado parto a fórceps, tem força suficiente para chorar.

Os outros se mantém silenciosos, lutando pela sobrevivência em um hospital sem energia e água limpa, e onde os suprimentos médicos essenciais estão prestes a terminar.

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O Centro Médico Regional do Leste de Visayas continua sendo o único recurso para a maioria dos sobreviventes do tufão Haiyan, que matou milhares de pessoas em Tacloban e em outras partes das Filipinas. O único outro hospital local que continuou em pé é particular.

"Nossos problemas imediatos são imensos", disse o médico Alberto de Leon, diretor do hospital público. Ele próprio quase foi morto pela gigantesca ressaca marítima causada pelo tufão na cidade de 220 mil habitantes.

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Na entrada do hospital, ao lado de uma placa solicitando que cadáveres sejam encaminhados diretamente para o necrotério, um cartaz improvisado cita as necessidades mais urgentes: um gerador, água potável, oxigênio, gás de cozinha, remédios e mão-de-obra.

Um único gerador, alimentado a gasolina, fornece toda a energia. Resta aos pacientes suarem nos corredores escuros à espera de atendimento para uma vasta gama de ferimentos causados pela inundação marítima, que arrastou destroços com grande força.

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Também não há como evitar que os corpos de 18 vítimas se decomponham no necrotério.

"Estou preocupado de que os recém-nascidos contraiam infecções hospitalares", disse De Leon. "Os cadáveres no fundo podem ser uma fonte (de contaminação)."

Muitos dos 80 bebês nascidos no hospital desde o tufão foram prematuros porque o trauma induziu as mães a entrarem em trabalho de parto.

Na capela, um emaranhado de tubos de alimentação intravenosa e oxigenação está instalado entre os bancos, o que mantém os recém-nascidos vivos por enquanto. Mas enfermeiras disseram que há escassez de medicamentos básicos.

Nanette Salutan, de 40 anos, entrou em trabalho de parto prematuro depois que o teto da sua casa foi arrancado pelo vento, numa cidadezinha próxima a Tacloban. Ela então suportou duas horas de deslocamento na garupa de uma moto, driblando árvores e postes caídos, e deu à luz sob uma lanterna na madrugada de sábado, já no hospital.

Mary Jane Tevez, de 16 anos, escapou com o marido do desabamento da sua casa na sexta-feira, mas a jovem grávida acabou sob os escombros de um imóvel vizinho. Sob uma viga, à espera do resgate, ela começou a sentir uma dor insuportável na pélvis.

O bebê nasceu na manhã de sábado. Seu nome? Yolando -- versão masculina de Yolanda, como o tufão Haiyan foi chamado nas Filipinas.

"É porque não queremos esquecer o que tivemos de passar, e porque ganhamos outra vida", disse o pai dele, Meller Balabog.

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