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Berlusconi consegue adiar julgamento para depois das eleições na Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 8 fev (EFE).- O Tribunal de Apelação de Milão aceitou nesta sexta-feira o pedido do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi de adiar até o dia 1 de março a audiência do processo no qual é acusado por fraude fiscal, no chamado caso Mediaset. Desta maneira, Berlusconi conseguiu adiar até depois das eleições o julgamento do processo alegando ser impossível comparecer à audiência junto a seus advogados devido aos compromissos de sua campanha eleitoral. Berlusconi participa das eleições previstas para os dias 24 e 25 de fevereiro como líder de uma coalizão de centro-esquerda, enquanto seus advogados, Piero Longo e Nicollo Ghedini, que são parlamentares, voltam a figurar nas listas eleitorais. O processo de apelação começou no dia 18 de janeiro, depois que em outubro Berlusconi foi condenado a 4 anos de prisão, mas a pena passou rapidamente a um ano devido a uma lei de 2006 para reduzir o número de detidos nas prisões superpovoadas. Além disso, o ex-chefe do Governo ficou proibido de desempenhar um cargo público durante 3 anos, por ser considerado culpado no processo de fraude fiscal. Na primeira audiência, os juízes de Milão rejeitaram o pedido dos advogados de Berlusconi de adiar o processo, mas nesta sexta autorizaram a suspensão perante a ausência do ex-presidente do Governo e de seus dois advogados devido às participações em programas televisivos. Desta maneira, os juízes suspenderam as audiências previstas para 15 e 22 de fevereiro, por isso que o julgamento será retomado em 1 de março, quando está prevista a alegação fiscal. A sentença deve ser conhecida em 23 de março, segundo o calendário fixado nesta sexta. O advogado que representou Berlusconi hoje afirmou que o ex-líder se apresentará em 1 de março no local previsto para ser ouvido. Os defensores de Berlusconi pediram a suspensão de todas as audiências realizadas desde que a campanha eleitoral começou, alegando "legítimo impedimento". Há algumas semanas, os juízes de um Tribunal de Milão já tinham decidido adiar para 7 de março, pelo mesmo motivo, a sentença sobre Berlusconi pelo chamado caso Unipol, pela publicação de escutas telefônicas de procedência ilícita no jornal "Il Giornale", propriedade de seu irmão Paolo. Embora continue o terceiro julgamento que no qual está envolvido, o chamado caso Ruby, acusado de abuso de poder e prostituição de menores, a sentença foi adiada para 11 de março. Neste julgamento, o mais polêmico e midiático da Itália, Berlusconi tentará esclarecer os fatos que ocorreram entre 25 e 28 de maio de 2010, quando uma delegacia de polícia recebeu uma ligação do então primeiro-ministro para pedir a libertação de uma menor marroquina, que tinha sido presa por roubo. Neste processo, os fiscais também sustentam que Berlusconi manteve relações sexuais em troca de dinheiro quando Ruby tinha 17 anos, entre fevereiro e maio de 2010, por conta das várias festas privadas para quais a jovem foi convidada, em sua residência em Arcore, próxima a Milão. EFE

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