Internacional Biden promete não permanecer em silêncio diante do avanço do antissemitismo nos EUA

Biden promete não permanecer em silêncio diante do avanço do antissemitismo nos EUA

Estados Unidos sofrem um aumento de ataques e agressões contra pessoas da comunidade judaica

AFP
Joe Biden conversa com participantes na Casa Branca durante recepção do Hanukkah

Joe Biden conversa com participantes na Casa Branca durante recepção do Hanukkah

Brendan SMIALOWSKI/AFP - 19.12.2022

O presidente Joe Biden prometeu na segunda-feira (19) que não permanecerá em silêncio diante do aumento do antissemitismo nos Estados Unidos, durante uma recepção na Casa Branca por ocasião do Hanukkah, a festa das luzes judaica.

"Eu reconheço seu medo, sua dor, sua preocupação de que esta infâmia e veneno estão sendo normalizados", disse Biden ao lado de um menorah, o tradicional candelabro judaico que iluminou a ocasião para marcar a segunda das oito noites do Hanukkah.

"Silêncio é cumplicidade", afirmou o presidente. "Não devemos permanecer calados... Eu não vou ficar calado. Os Estados Unidos não permanecerão em silêncio".

De acordo com a Liga Antidifamação, o país registrou um recorde de 2.717 atos antissemitas, que incluem agressões, ataques verbais e danos a propriedades, em 2021, ano em que tais ações cresceram 34%.

Analistas expressam preocupações sobre uma possível banalização da retórica antijudaica, agravada por figuras públicas como o rapper Kanye West, que recentemente disse "Eu gosto de Hitler" durante uma entrevista, ou o ex-presidente Donald Trump, que no mês passado participou de um jantar com um famoso supremacista branco que nega o Holocausto.

Últimas