Bilionário acusado de pedofilia se suicida na prisão

Norte-americano Jeffrey Epstein estava desde o começo de julho em uma unidade prisional de Nova York, onde aguardava julgamento

Epstein (foto) já estava em observação suicida

Epstein (foto) já estava em observação suicida

Justiça de NY/Reuters

O investidor bilionário Jeffrey Epstein, de 66 anos, suicidou-se na madrugada deste sábado (10) em uma unidade prisional de Nova York (EUA), informou a emissora de TV ABC News. O magnata enfrentava acusações de tráfico sexual envolvendo menores de idade e aguardava julgamento.

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O jornal New York Post relata que o investidor foi levado por volta das 7h (horário local) da prisão, em Manhattan, para um hospital.

Já o The New York Times afirma que o investidor foi encontrado enforcado na cela e declarado morto logo que chegou ao pronto-socorro. 

Segundo a reportagem, Epstein havia sido colocado em observação para risco de suicídio há duas semanas, depois que foi encontrado quase inconsciente na cela com ferimentos no pescoço.

O empresário foi acusado de abusar de dezenas de meninas há mais de uma década em um processo no qual evitou ser denunciado com acusações federais graças a um polêmico acordo extrajudicial, em que admitiu ter solicitado serviços de prostituição e que foi alvo de escrutínio recentemente. Ele, no entanto, negava as acusações de pedofilia. 

Rapidamente, a morte de Jeff Epstein se tornou o assunto mais comentado no Twitter nos Estados Unidos. Muitos levantavam dúvidas sobre o ocorrido.

"Como é possível que Jeffrey Epstein tenha se suicidado quando estava em custódia e sob observação para suicídio?", questionou um homem na rede social.

"Não existe inferno onde Jeffrey Epstein irá queimar; ele roubou a justiça de suas vítimas; não celebrem a morte", tuitou a escritora Xeni Jardin.

"Jeffrey Epstein se matar não traz alívio para as suas incontáveis vítimas, que mereciam um julgamento e que todo o o mundo soubesse a verdade", acrescentou.

O caso do investidor sofreu uma reviravolta depois que um juiz da Flórida decidiu em fevereiro que a promotoria violou a lei ao esconder o acordo, que afetava mais de 30 mulheres que o denunciaram por abusos sexuais quando eram menores.

Em 2008, Epstein chegou a um acordo com a Promotoria do Sul da Flórida para pôr fim a uma investigação que poderia lhe render uma condenação à prisão perpétua, em virtude do qual se declarou culpado de acusações estaduais menores, foi condenado a 13 meses de prisão e chegou a um acordo para pagar indenizações às vítimas.

De acordo com o jornal "The Miami Herald", o magnata atraiu dezenas de adolescentes, algumas de 13 anos de idade, de famílias com problemas para cometer abusos sexuais, oferecendo dinheiro em troca de "massagens" e prometendo a algumas delas que financiaria suas carreiras universitárias.