Internacional Bilionário iraniano executado por fraude tinha negócios no Brasil

Bilionário iraniano executado por fraude tinha negócios no Brasil

Empresário estava no centro de um escândalo financeiro de R$ 5,8 bilhões 

  • Internacional | Do R7, com agências internacionais

O empresário Mahafarid Amir Khosrav foi condenado pela Corte Suprema do Irã

O empresário Mahafarid Amir Khosrav foi condenado pela Corte Suprema do Irã

AP

O empresário iraniano bilionário Mahafarid Amir Khosrav foi executado neste sábado (24) após condenação por envolvimento em um esquema de fraude financeira que ultrapassou R$ 5,8 bilhões, informou a imprensa do país. O escândalo foi considerado o maior do Irã desde a Revolução Islâmica em 1979.

De acordo com a agência de notícias AP, Khosrav possuía um vasto império formado por mais de 35 empresas espalhadas pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde atuava no ramo de importação de carnes.

Detenção de jovens por dança Happy em vídeo reflete as contradições no Irã

O empresário foi condenado pela Corte Suprema do país por apresentar documentos falsos e assim obter crédito financeiro em um dos principais bancos nacionais, o Saderat. Com o dinheiro das operações, Khosrav comprava títulos de empresas estatais, incluindo a poderosa Khuzestan Steel Co., maior produtora de aço do Irã.

Conforme noticiado localmente, o advogado do empresário, Gholam Ali Riahi, se mostrou surpreso ao saber da sua morte.

— Eu não tinha sido informado sobre a execução do meu cliente. Todos os bens do meu cliente estão à disposição do gabinete do procurador.

A fraude teria iniciado em 2007 e um total de 39 réus foram condenados no caso. Quatro pessoas receberam a pena de morte, dois envolvidos foram condenados à prisão perpétua o resto recebeu sentenças de até 25 anos de prisão.

Após a fraude ser revelada, em setembro de 2011, Mahmoud Reza Javari, diretor-geral do maior banco estatal iraniano, o Melli, renunciou ao cargo e em seguida fugiu para o Canadá.

As autoridades iranianas pediram sua prisão por meio da Interpol, o que nunca ocorreu. Segundo a imprensa local, que cita a polícia canadense, "é possível que o foragido tenha fugido para a América do Sul ou países do Caribe".

O Irã, com 676 execuções em 2011, foi o segundo país do mundo com mais aplicações da pena de morte, atrás da China e à frente da Arábia Saudita, segundo organizações internacionais.

O Irã, um Estado teocrático muçulmano xiita, é regido por uma interpretação da lei islâmica (Sharia), pela qual se condena à morte os assassinos, estupradores e traficantes.

Terra de contrastes: série de fotos quebra mitos sobre o modo de vida no Irã

Últimas