Rússia x Ucrânia

Internacional Boris Johnson ainda vê 'chance de evitar banho de sangue' na Ucrânia

Boris Johnson ainda vê 'chance de evitar banho de sangue' na Ucrânia

Primeiro-ministro do Reino Unido pediu 'solidariedade' do Ocidente para que seja encontrada uma solução para o imbróglio 

AFP
Boris Johnson visitou a Força Aérea britânica nesta sexta-feira (18)

Boris Johnson visitou a Força Aérea britânica nesta sexta-feira (18)

Carl Recine/Pool/AFP - 18.02.2022

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta sexta-feira (18) à noite que "ainda há uma chance de evitar um banho de sangue desnecessário" na Ucrânia e pediu "solidariedade" dos países ocidentais antes da conferência de segurança de Munique.

O reforço das tropas russas na fronteira com a Ucrânia continua, apesar de Moscou afirmar o contrário, garantiu o governo britânico em comunicado, observando a presença de 7.000 soldados russos adicionais na região.

Os Estados Unidos estimaram o número de soldados russos nas fronteiras da Ucrânia entre 150 mil e 190 mil, incluindo forças separatistas pró-Rússia.

"Ainda há uma chance de evitar um banho de sangue desnecessário, mas ela exigirá que os países ocidentais mostrem solidariedade além do que vimos na história recente", disse Johnson. "Os aliados devem falar a uma só voz para enfatizar ao presidente [Vladimir] Putin o alto preço que ele terá que pagar [em caso de ataque]. A diplomacia ainda pode prevalecer", acrescentou.

A conferência de Munique permitirá três dias de debates sobre defesa e segurança e irá de sexta a domingo.

Desta vez, a realização da conferência anual se dá em meio a tensões entre a Rússia e os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) devido ao medo de que as tropas russas estejam se preparando para invadir a Ucrânia.

Participarão das conversas em Munique a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris; o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken; os principais funcionários diplomáticos da União Europeia; o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg; e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A Rússia, que participa regularmente da conferência, não enviou representantes neste ano.

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