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Caçada a assassino de premiê sueco tem pista deixada pelo escritor Stieg Larsson

Internacional|Do R7

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ESTOCOLMO, 25 Fev (Reuters) - O mais misterioso assassinato não solucionado na Suécia teve uma reviravolta: a revelação de que o escritor de histórias policiais e campeão de vendas de livros Stieg Larsson enviou à polícia evidências relacionando o assassinato do primeiro-ministro Olof Palme, em 1986, à África do Sul.

O jornal Svenska Dagbladet informou nesta terça-feira que o escritor, autor de "A Garota com Tatuagem de Dragão", encaminhou à polícia 15 caixas com papéis que, segundo ele, ligavam o assassinato de Palme, a tiros, a um ex-militar sueco que teria ligações com os serviços de segurança sul-africanos.

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Os livros de Larsson, que morreu de ataque cardíaco em 2004, venderam mais de 75 milhões de exemplares em 50 países. A informação sobre o crime foi manchete nos órgãos de imprensa de toda a Suécia. Como no caso do assassinato de Kennedy nos Estados Unidos, a morte de Palme deu origem a uma enxurrada de teorias conspiratórias.

Palme, um crítico aberto do regime de segregação racial (apartheid) em vigor na época na África do Sul, foi morto à bala quando caminhava por uma rua no centro de Estocolmo na noite de 28 de fevereiro, depois de ter ido ao cinema com sua mulher.

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Um criminoso de pouca expressão foi considerado culpado em 1989, mas recorreu e foi solto no mesmo ano. A polícia foi amplamente acusada de prejudicar a investigação.

O sueco que Larsson suspeitava ter sido o responsável pelo assassinato, Bertil Wedin, nega ter tido envolvimento no crime e disse ao Svenska Dagbladet: "Nada tenho a perder com o estabelecimento da verdade já que felizmente não sou o assassino."

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A vice-procuradora-geral Kerstin Skarp, que comanda o inquérito policial permanente sobre a morte, disse ao jornal que Wedin "não é alguém que estejamos buscando com alguma intensidade no momento".

O nome de Wedin não é novo na investigação. Já apareceu nos anos 1990 em meio a uma intensa cobertura da mídia sobre uma suposta conexão sul-africana no caso.

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O assassinato deu origem a um grande número de investigações particulares, incluindo a de Larsson. Houve tantas investigações por conta própria de suecos que o assunto até deu origem a uma palavra - "privatspanare" - ou patrulheiros privados.

Alguns alegam ter resolvido o caso, com teorias que variam de um suicídio cuidadosamente preparado à ação de agências estrangeiras de espionagem.

Investigadores particulares apontaram o dedo para um grande número de suspeitos, do próprio serviço secreto sueco a separatistas curdos e às polícias secretas sul-africana e iugoslava.

Palme, primeiro-ministro social-democrata entre 1969 e 1976 e novamente entre 1982 e 1986, era odiado pelos conservadores suecos e no exterior por suas posições anticolonialistas e críticas feitas aos Estados Unidos. Alguns direitistas chegam a acreditar que ele fosse um espião da KGB.

"A Garota com Tatuagem de Dragão", o primeiro livro da séria "A Trilogia do Milênio", de Larsson, se tornou um filme de Hollywood, com Daniel Craig e Rooney Mara em 2011. Suas duas sequências, "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar", também foram sucessos mundiais.

(Reportagem de Alistair Scrutton)

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