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Candidata de esquerda contesta resultado parcial de eleição presidencial em Honduras

Internacional|Do R7

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Por Gabriel Stargardter e Gustavo Palencia

TEGUCIGALPA, 25 Nov (Reuters) - A candidata de esquerda à Presidência de Honduras, Xiomara Castro, se recusou nesta segunda-feira a aceitar o resultado parcial oficial das eleições, que aponta que o seu oponente caminha para vencer o pleito do domingo. Um grupo de simpatizantes da candidata saiu às ruas em seu apoio.

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Xiomara, mulher do presidente deposto Manuel Zelaya, e sua equipe disseram nesta segunda-feira ter uma pesquisa que a mostra como vitoriosa. Eles alegaram fraude e acusaram a autoridade eleitoral de manipular o resultado.

A contagem parcial divulgada pelas autoridades dá 34,19 por cento a Juan Hernández, do Partido Nacional, enquanto Xiomara tem 28,83 por cento, afirmou o órgão, no boletim de atualização, com 58 por cento das urnas apuradas.

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"Vamos defender o nosso triunfo nas urnas e se necessário vamos às ruas", disse Zelaya. "Até que se prove o contrário, temos um triunfo em nossas mãos."

"Vamos tentar uma recontagem urna por urna, seção por seção, cidade por cidade", acrescentou. "Estamos lutando contra uma oligarquia no governo de Honduras."

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Um grupo de 500 simpatizantes de Zelaya iniciou uma caminhada até o Hotel Marriott, onde está previsto o anúncio de mais um resultado parcial nesta segunda-feira.

O hotel fica perto do Palácio Presidencial, e policiais fazem um bloqueio na região. Xiomara nem Manuel Zelaya participaram da passeata.

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Manuel Zelaya foi deposto por um golpe em 2009. Os seus adversários diziam que ele buscava a reeleição, proibida pela Constituição. Honduras viveu uma crise política na época.

Juan Hernández prometeu anunciar a sua equipe de transição e se disse aberto para o diálogo com Xiomara, mas que não vai debater o resultado. "A vitória não pode ser negociada com ninguém. O resultado foi decidido pelo povo hondurenho", disse à imprensa.

O embaixador dos Estados Unidos no país e o chefe dos observadores eleitorais da União Europeia disseram que as eleições do domingo foram limpas e pediram que os participantes respeitassem o resultado.

A possível eleição de Hernández indica a continuidade das políticas econômicas conservadoras do atual governo. O candidato também prometeu colocar os militares para combater a violência.

(Reportagem adicional de Miguel Gutiérrez)

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