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Casa Branca recua e diz que Biden elevará cota para refugiados

Anúncio foi feito horas depois que o presidente ordenou manter a cota anual em 15 mil, mesmo nível estabelecido por Donald Trump

Internacional|Do R7

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Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Momento MT

A Casa Branca cedeu às críticas dos democratas e anunciou nesta sexta-feira (16) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aumentará antes de meados de maio a cota anual de refugiados recebidos pelo país, que por enquanto é de 15 mil.

O anúncio foi feito horas depois que o governo Biden ordenou manter a cota anual em 15 mil, o mesmo nível historicamente baixo estabelecido por seu antecessor, Donald Trump.

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Isso significou um retrocesso na promessa de seu governo de aumentar para 62,5 mil os refugiados admitidos neste ano fiscal, que termina em setembro, e rendeu ao presidente democrata múltiplas críticas de seu próprio partido e de várias organizações não-governamentais.

"O presidente planeja marcar antes de 15 de maio uma cota final de refugiados que será maior (que 15 mil) para o restante do ano fiscal", declarou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado.

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Dos 15 mil a serem admitidos por enquanto, um máximo de 3 mil pode proceder da América Latina e do Caribe, segundo a ordem de Biden, que menciona especificamente Honduras, Guatemala, El Salvador e Cuba.

O decreto emitido hoje pelo chefe de Estado altera a ordem de Trump sobre a cota de refugiados, mas não altera seu limite máximo de 15 mil, o mais baixo desde que a lei que regulamenta essa proteção entrou em vigor, em 1980.

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"A admissão de até 15 mil refugiados continua justificada por preocupações humanitárias e é do interesse nacional", argumentou Biden em seu pedido.

Segundo fontes oficiais citadas por vários meios de comunicação, a decisão do presidente se deveu em parte à sua vontade de demonstrar que pode ser duro com a imigração em um momento em que as chegadas de indocumentados na fronteira com o México estão atingindo níveis recordes.

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Entretanto, o processo de admissão de refugiados é diferente do processo de solicitação de asilo para imigrantes indocumentados na fronteira, e a explicação oficial da Casa Branca aludiu a outras razões, incluindo os desafios apresentados pela pandemia da Covid-19.

Um funcionário do alto escalão americano, que pediu anonimato, disse à Efe que a Casa Branca tem muito trabalho a fazer para reconstruir o programa de reassentamento de refugiados, que, segundo ele, o governo Trump deixou dizimado.

A fonte acrescentou que a reforma realizada pelo governo atual desse programa lhe permitirá apoiar um número muito maior de refugiados no futuro.

O anúncio original da Casa Branca gerou muitas críticas de organizações como a Families Belong Together e a União para as Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU), bem como de alguns legisladores, como o senador Bob Menéndez e as congressistas Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar.

O funcionário consultado pela Efe argumentou que a ordem de Biden permitirá expandir o acesso ao programa americano de refugiados. Isso porque, embora não amplie a cota por enquanto, muda a distribuição por regiões dos beneficiários. "A medida de Trump excluiu muitos refugiados de regiões que estão passando por conflitos, como a África e o Oriente Médio", destacou.

Com a emenda de Biden, os EUA receberão até outubro 7 mil refugiados da África; 1,5 mil do Oriente Médio e do Sul da Ásia; 1 mil do Leste Asiático; 1,5 mil da Europa e Ásia Central; e 3 mil da América Latina e do Caribe, além de outros 1 mil reservados para qualquer região.

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