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Centenas de artistas pedem libertação de colega cubana Tania Bruguera

Internacional|Do R7

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Por Daniel Wallis e Rosa Tania Valdés

HAVANA (Reuters) - Mais de 700 artistas escreveram nesta sexta-feira ao presidente cubano, Raúl Castro, pedindo a libertação de Tania Bruguera, uma artista performática presa pela terceira vez em três dias numa ofensiva que testou as novas relações com os Estados Unidos.

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Bruguera foi detida novamente na quinta-feira após ir a uma prisão cubana pedir que outros opositores do governo fossem libertados, disseram dissidentes. Ela havia planejado um evento com microfone aberto mais cedo nesta semana que o governo comunista chamou de "provocação política".

Os dissidentes, que possuem limitado apoio público na ilha caribenha, são denunciados por autoridades cubanas como sendo pagos pelos EUA. Em sua carta aberta a Raúl, artistas do mundo todo disseram estar "profundamente perturbados" com a reação de Cuba ao evento de Bruguera, que nunca aconteceu.

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A artista, que divide seu tempo entre a ilha e projetos artísticos principalmente na Europa e nos EUA, disse à Reuters após sua primeira prisão que seu passaporte havia sido confiscado pelas autoridades cubanas.

"Nós acreditamos firmemente que sua detenção e a retirada de seu passaporte cubano são respostas inapropriadas a um trabalho de arte que simplesmente busca espaço aberto para discussão pública", disse a carta dos artistas.

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Autoridades cubanas normalmente não comentam atividades da polícia tais como a detenção de dissidentes.

Detenções breves são uma resposta padrão de Cuba a protestos de rua da oposição, mas elas têm aumentado significativamente duas semanas após Raúl e o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciarem, em 17 de dezembro, a retomada das relações diplomáticas, encerrando mais de cinco décadas de hostilidades.

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O chefe do grupo dissidente Comissão Cubana para Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, disse à Reuters TV que cerca de 60 pessoas foram detidas em conexão com o frustrado evento de Bruguera em 30 de dezembro, na Praça da Revolução, em Havana.

Uma dezena delas, incluindo Bruguera, ainda estava presa nesta sexta-feira, disse Sánchez.

(Por Daniel Wallis; com reportagem adicional de Rodrigo Gutiérrez)

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