Internacional Chefe da ONU condena ataque de capacetes-azuis com mortos na República Democrática do Congo

Chefe da ONU condena ataque de capacetes-azuis com mortos na República Democrática do Congo

Ao menos duas pessoas foram assassinadas em uma ação das forças de paz das Nações Unidas próximo à fronteira com Uganda

AFP

Resumindo a Notícia

  • António Guterres criticou a ação dos capacetes-azuis que terminou com mortes
  • Segundo o secretário-geral da ONU, é "conveniente" a prisão dos soldados envolvidos
  • Duas pessoas foram mortas por capacetes-azuis na República Democrática do Congo
  • Na última semana, soldados da missão de paz no país morreram em protestos
Protestos na República Democrática do Congo deixaram mais de uma dúzia de mortos

Protestos na República Democrática do Congo deixaram mais de uma dúzia de mortos

Michel Lunanga/AFP - 26.7.2022

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse neste domingo (31) que ficou "indignado" com o incidente fatal que envolveu as forças de paz da ONU na República Democrática do Congo, na fronteira com Uganda, que custou a vida de duas pessoas.

Guterres manifestou-se "triste e consternado" com o incidente, ocorrido na localidade de Kasindi. O chefe das Nações Unidas expressou "com a maior firmeza a necessidade de estabelecer responsabilidades por esses fatos", e considerou conveniente "a prisão dos militares envolvidos nesse incidente e a abertura imediata de uma investigação", indicou seu vice-porta-voz, Farhan Haq.

Militares da Brigada de Intervenção da força da ONU (Monusco) "abriram fogo por razões não explicadas e forçaram a entrada do posto fronteiriço", informou a missão da ONU na República Democrática do Congo.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostrou vários homens, pelo menos um com uniforme da polícia e outro com uniforme do Exército, avançando em direção ao veículo da ONU no posto de controle de Kasindi.

Após uma troca verbal, os capacetes-azuis parecem abrir fogo e cruzar a barreira com a fronteira de Uganda com o veículo.

No início da semana, três capacetes-azuis e mais de uma dúzia de pessoas morreram durante protestos contra a missão da ONU em várias cidades na fronteira com Uganda.

Os manifestantes criticam a Monusco por sua incapacidade de deter a violência e os ataques de centenas de grupos armados ativos no leste do país africano.

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