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Chefe da ONU pede a países que recebam refugiados sírios

Internacional|Do R7

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira que todos os países aceitem quase meio milhão de refugiados sírios que precisam ser reassentados ao longo dos próximos três anos.

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Dando início a uma conferência organizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em Genebra, Ban disse: "Isto exige um aumento exponencial na solidariedade global".

A ONU pretende reassentar cerca de 480 mil refugiados sírios, cerca de um décimo daqueles atualmente em países vizinhos, até o final de 2018, mas admitiu que precisa superar o temor generalizado e as desavenças políticas.

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Ban pediu aos países que se comprometam com opções novas e adicionais para receber refugiados, como reassentamentos ou acolhimentos por razões humanitárias, assim como oportunidades de trabalho e estudo.

Filippo Grandi, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, disse que os refugiados estão se deparando com obstáculos crescentes para se colocarem em segurança.

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"Precisamos encontrar uma maneira de administrar esta crise de uma maneira mais humana, equitativa e organizada. Isso só é possível se a comunidade internacional estiver unida e em acordo sobre como seguir adiante", disse Grandi.

O conflito sírio de cinco anos já matou mais de 250 mil pessoas desde 2011 e transformou quase 5 milhões de pessoas em refugiados no exterior, principalmente nos vizinhos Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque.

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"Se a Europa acolhesse o mesmo percentual de refugiados que o Líbano em comparação com sua população, teria que receber 100 milhões de refugiados", afirmou Grandi.

A União Europeia selou um acordo este mês com a Turquia, que atualmente abriga 2,7 milhões de refugiados sírios, que objetiva deter os fluxos da imigração ilegal para a Europa em troca de recompensas financeiras e políticas para Ancara.

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