Internacional China enviará tropas à Rússia para exercícios militares em 'colaboração estratégica'

China enviará tropas à Rússia para exercícios militares em 'colaboração estratégica'

País disse que quer 'elevar' relações diplomáticas apesar das sanções que os russos enfrentam após invasão da Ucrânia

AFP
Chineses operam tanque de guerra nos arredores Moscou

Chineses operam tanque de guerra nos arredores Moscou

Maxim Shemetov/Reuters - 16.08.2022

A China enviará tropas à Rússia para realizar exercícios militares conjuntos com o objetivo de "melhorar o nível de colaboração estratégica", informou o ministério da Defesa do país asiático.

Pequim e Moscou mantêm vínculos na área de defesa e o governo chinês afirmou que deseja levar as relações bilaterais a "um nível mais elevado", mesmo no momento em que a Rússia enfrenta sanções ocidentais pela guerra na Ucrânia.

O ministério da Defesa da China explicou na última quarta-feira (17) que a participação do país nos exercícios anuais "Vostok", que acontecerão de 30 de agosto a 5 de setembro, de acordo com Moscou, é parte do acordo de cooperação bilateral entre as duas potências.

O ministério chinês informou que as manobras também terão as participações de Índia, Belarus, Mongólia e Tadjiquistão, e outros países.

"O objetivo é aprofundar a cooperação prática e amistosa entre os exércitos dos países participantes, melhorar o nível de colaboração estratégica entre as partes e fortalecer a capacidade de resposta às ameaças de segurança", acrescentou em um comunicado.

China e Índia foram acusadas de fornecer cobertura diplomática à Rússia durante os meses de guerra na Ucrânia, sem aderir às sanções ocidentais e ao fornecimento de armas à Ucrânia.

Mas Pequim destacou que sua participação nos exercícios conjuntos "não têm relação com a atual situação internacional e regional".

Estas serão as segundas manobras conjuntas entre China e Rússia em 2022. Em maio, promoveram 13 horas de exercícios perto do Japão e da Coreia do Sul em maio, o que forçou a mobilização de caças dos dois países no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitava Tóquio.

O porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos, Ned Price, disse que os vínculos cada vez mais estreitos entre China e Rússia minam a segurança global, mas que Washington não faz qualquer interpretação das manobras.

"A maioria dos países envolvidos também participa em um amplo leque de exercícios militares e intercâmbios com os Estados Unidos", disse.

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