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China lança nova missão tripulada ao espaço

Internacional|Do R7

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Por Ben Blanchard

PEQUIM, 11 Jun (Reuters) - Uma nave chinesa decolou na terça-feira com três astronautas a bordo para uma missão de 15 dias em um laboratório espacial experimental, em mais um passo rumo ao desenvolvimento de uma estação espacial própria.

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A Shenzhou 10 foi lançada em uma base remota no deserto de Gobi, no extremo oeste chinês, às 17h38 (6h38 em Brasília), numa tarde quente e de céu claro, conforme imagens transmitidas pela TV estatal.

Uma vez em órbita, a nave irá se acoplar ao módulo Tiangong 1 (o nome significa "palácio celestial"). Os astronautas, dois homens e uma mulher, realizarão várias experiências e testarão os sistemas do laboratório. Também farão uma conferência a estudantes na Terra.

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Em junho de 2012, a China realizou sua primeira manobra bem sucedida de atracação no Tiangong 1, o que foi um marco na aquisição das capacidades tecnológicas e logísticas necessárias à operação de uma estação espacial completa, capaz de abrigar tripulantes por longos períodos.

O presidente Xi Jinping supervisionou pessoalmente o lançamento de terça-feira, dirigindo-se aos astronautas para lhes desejar sucesso, e dizendo-se "enormemente feliz" por estar presente.

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"Vocês são o orgulho do povo chinês, e esta missão é ao mesmo tempo gloriosa e sagrada", disse Xi, segundo a imprensa estatal.

Essa será a mais longa missão já feita por astronautas chineses. A quinta viagem tripulada da China ao espaço desde 2003 foi acompanhada pelas habituais manifestações de orgulho nacional e propaganda do Partido Comunista, incluindo crianças vestidas em trajes de minorias étnicas, acenando para os três astronautas no centro espacial.

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Há, no entanto, quem critique tamanho gasto na exploração espacial por parte de um país ainda em desenvolvimento, confrontado por questões mais prementes -- da segurança alimentar à poluição e aos incêndios em fábricas.

"Por que não gastam esse dinheiro resolvendo os verdadeiros problemas da China em vez de desperdiçá-lo desse jeito?", escreveu um usuário no Sina Weibo, espécie de Twitter chinês.

O programa espacial chinês avançou muito desde que Mao Tsé-tung, fundador do regime comunista em 1949, lamentou o fato de seu país não ser capaz nem mesmo de colocar uma batata em órbita.

A China ainda está distante de se equiparar a EUA e Rússia, superpotências espaciais estabelecidas. No entanto, o avanço chinês nesse campo gera temores sobre uma corrida armamentista espacial.

(Reportagem adicional de Hui Li)

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