‘China mostra que relação com ela é de outra forma, não pela força’, afirma economista
Após conversa entre Lula e Xi Jinping, ambos concordaram em ampliar a cooperação entre os países; veja análise
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta quinta-feira (22). A conversa durou cerca de 45 minutos e tratou das relações bilaterais que os países vêm desenvolvendo desde a última visita do líder asiático em 2024.
Ambos concordaram em ampliar a cooperação em áreas do conhecimento, com o anúncio de Lula da concessão de isenção de algumas categorias de vistos para chineses. Os presidentes ainda confirmaram o compromisso com fortalecimento das Nações Unidas para defesa da paz e estabilidade mundial.

O estreitamento das relações entre as duas nações tende sempre levar a benefícios econômicos ao Brasil, explica o economista Ricardo Buso. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (23), ele aponta que o país asiático, nosso principal parceiro comercial, serviu como porto seguro brasileiro durante a vigência das tarifas americanas no último ano.
Com um saldo comercial bem acima do registrado nas relações com Washington, na casa dos US$ 30 bilhões (cerca de R$ 158 bilhões, em conversão direta) no último ano, e um mercado consumidor em potencial, Buso aposta que a China tem grandes chances de se tornar a maior potência mundial.
No entanto, ele lembra que, atualmente, os Estados Unidos continuam como o maior player econômico no globo, o que faz com que os países, como o Brasil, busquem manter boas relações. Outro ponto importante do mercado americano é a venda de produtos finalizados, que possuem maior valor agregado e podem gerar mais ganhos.
“Embora o volume da China seja muito interessante para nós, essa opção de vender para os Estados Unidos com valor agregado e atender a nossa indústria é uma porta que não pode se fechar. Daí, tanto cuidado nessas relações, tanto em o que tratar com os Estados Unidos, como em que tratar com a China, de que maneira os Estados Unidos vão ver isso aí”, comenta.
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Buso pontua que a expansão do mercado chinês a partir das décadas de 60 e 70 abriu oportunidades para mais clientes atendidos, uma vez que muitas pessoas saíram dos campos e foram para as cidades e começaram a consumir mais produtos prontos.
Com uma população na casa do bilhão de pessoas, qualquer produto vendido ao país significa um ganho significativo para quem exporta. O economista ainda destaca que Pequim tem adotado uma postura diferente de Trump, apostando em negociações multilaterais, mas que não deixa de atender seus objetivos.
“Um contraponto a um parceiro tão polêmico quanto os Estados Unidos, que não é polêmico só para o Brasil, está sendo polêmico para o mundo inteiro, e, é óbvio, a China está de olho nisso, mostrando que a relação com ela é de outra forma, não pela força, mas sim pelo canal de multilateralismo, pelo desenvolvimento socioeconômico e por tudo que ela pode oferecer de vantagens. É claro, ela não oferece as vantagens por oferecer, ela tem uma fatia disso sempre como resposta, é a forma de trabalhar, mas assusta muito menos”, finaliza.
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