Internacional Ciclone Idai deixa 222 mortos em passagem pelo sudoeste da África

Ciclone Idai deixa 222 mortos em passagem pelo sudoeste da África

De acordo com a Federação Internacional da Cruz Vermelha, 80 mil tiveram suas casas destruídas e estão sem onde se refugiar, no Malaui

Cidades ficaram destruídas

Cidades ficaram destruídas

Andre Catueira/EFE - 18.3.2019

O ciclone Idai, que atinge o sudoeste da África desde a quinta-feira (14), deixou 222 mortos no Zimbábue, Moçambique e Malaui, segundo números divulgados pela ONU.

No Zimbábue, o balanço provisório das autoridades locais elevou o número de vítimas para 64. Em Moçambique, 73 pessoas morreram. Já no Malaui, o ciclone deixou outros 56 mortos, totalizando 193.

Segundo informações divulgadas pelo Fundo da ONU para a Infância (Unicef), a expectativa é que o número de vítimas suba nos três países. Mais de 1,6 milhão de pessoas vivem nas áreas afetadas pelos fortes ventos e chuvas trazidos pelo ciclone tropical.

O Idai chegou ao litoral de Moçambique na noite de quinta-feira, provocando grandes danos na cidade litorânea de Beira. Cerca de 500 mil pessoas ficaram sem energia, problema que também afetou o setor de comunicações.

O ciclone foi para o oeste de Zimbábue na sexta-feira (15), deixando a região de Chimanimani isolada do restante do país.

O presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, declarou estado de emergência e disse que a resposta do governo está sendo coordenada pelo Departamento de Proteção Civil, que terá o apoio de organizações humanitárias. O Exército também está apoiando as operações de busca e resgate em áreas de risco.

No Malaui, quase 1 milhão de pessoas foram afetadas pela passagem do Idai. De acordo com a Federação Internacional da Cruz Vermelha, 80 mil tiveram suas casas destruídas e estão sem onde se refugiar.

"Tudo está destruído", disse o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, citando que várias escolas e imóveis tinham sido atingidos.

A ONU está fazendo uma campanha para arrecadar US$ 40,8 milhões para prestar ajuda urgente a Moçambique, mas as autoridades ainda não conseguiram calcular com exatidão os danos provocados pelo desastre natural.