Cidades dos EUA estão em alerta por aniversário de marcha supremacista
A marcha Direita Unida 2 vai acontecer em Washington, em um parque ao lado da Casa Branca. Charlottesville emitiu Estado de Emergência
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

O primeiro aniversário da marcha de supremacistas brancos em Charlottesville, que terminou em um grande confronto com grupos antifascistas, colocou duas cidades dos Estados Unidos em estado de alerta.
Para marcar o 12 de agosto, os supremacistas do grupo Unite the Right (Direita Unida), liderados por Jason Kessler estão se preparando para uma nova marcha, mas dessa vez em Washington, capital dos Estados Unidos.
O evento iria acontecer em Charlottesville, mas o governo local não emitiu a permissão para que a nova marcha acontecesse.
Leia também

Prefeito de Charlottesville culpa Casa Branca por violência entre supremacistas brancos e grupos antirracistas

Casa Branca define protestos em Virgínia como 'terrorismo'

A propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville

Quem são os antifas, grupo que está em pé de guerra com os neonazistas nos EUA
Por conta disso, Kessler mudou a localização e está convocando seus correligionários para uma marcha no parque Lafayette, ao lado da Casa Branca, em Washington, capital dos Estados Unidos. O evento vai se chamar Unite the Right 2 (Direita Unida 2)
A administração do parque afirma que a solicitação do evento dos grupos supremacistas brancos ainda está pendente.
Um porta-voz disse à rede de TV norte-americana Fox News que foram registradas "múltiplas solicitações" de eventos de caráter antifascista em resposta à marcha da Direita Unida.
Mesmo assim, Kessler imagina que conseguirá reunir cerca de 400 pessoas.
Proibições em Charlottesville
Mesmo com a nova marcha acontecendo em outro local, o governo de Charlottesville acredita que uma multidão pode se reunir na cidade.
O governador da Virgínia, Ralph Northam, e a cidade declararam Estado de Emergência na quarta-feira, uma medida que direciona ceca de R$ 7,6 milhões para esforços policiais e permite também convocar a Guarda Nacional.
Para evitar cenas violentas, como as que aconteceram no ano passado, a cidade já proibiu o uso de bastões, escudos e lança-chamas.
Uma lei do estado diz que armas de fogo não podem ser proibidas em lugares públicos.
O chefe de polícia da cidade, RaShall Brackney, disse que as pessoas que violam as leis não se importam com as ordens que foram impostas.
No ano passado, a própria polícia admitiu que os supremacistas brancos possuíam armamentos melhores que a força policial.
O que aconteceu em Charlottesville
A marcha de Charlottesville de 2017 aconteceu após a decisão tomada pelo governo de retirar uma estátua de Robert E. Lee, um líder confederado da época da Guerra Civil norte-americana. A estátua era considerada um símbolo racista pelos afro-americanos.
Jason Kessler convocou a marcha de supremacistas brancos. Centenas vieram de diversas partes dos EUA para a Virgínia.
Movimentos dos direitos civis da população negra como o Black Lives Matter (As Vidas Negras Importam) convocaram um contra protesto na mesma data.
Houve diversos confrontos e três pessoas morreram, incluindo dois policiais.
Heather Heyer, uma ativista que participava do contra-protesto convocado pelo movimento Black Lives Matter, se tornou um símbolo do movimento antifascista.
Ela morreu quando James Alex Fields, um supremacista branco, jogou seu carro contra os manifestantes negros e seus apoiadores. Fields está sendo processado por assassinato, tentativas de assassinato e crime de ódio.
Na época, o presidente Donald Trump condenou a “violência dos dois lados” e depois voltou atrás dizendo que “o racismo é mau”.
O caos tomou conta das ruas de Charlottesville, nos Estados Unidos, neste final de semana após grupos de supremacia branca se reunirem em uma vigília contra homossexuais, negros, imigrantes e judeus. O movimento reuniu várias correntes da extrema-direi...
O caos tomou conta das ruas de Charlottesville, nos Estados Unidos, neste final de semana após grupos de supremacia branca se reunirem em uma vigília contra homossexuais, negros, imigrantes e judeus. O movimento reuniu várias correntes da extrema-direita e ainda gerou conflitos com manifestantes antifascistas, resultando na morte de três pessoas e deixando dezenas de feridos. Conheça alguns dos grupos extremistas que participaram das manifestações






















