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Cientista recebe até 500 picadas de mosquito por semana para estudar transmissão de doenças

Pesquisadora viralizou nas redes sociais ao revelar que alimenta os insetos com o seu próprio sangue

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A cientista Véronique Paris, da Universidade de Melbourne, permite que mosquitos se alimentem de seu sangue para estudar a transmissão de doenças.
  • Ela utiliza o método de alimentação direta em vez de sistemas artificiais, pois considera mais rápido e eficaz.
  • Os mosquitos usados são criados em laboratório, minimizando o risco de transmissão de doenças.
  • Medidas de segurança incluem quarentena para colônias não nativas e exames preventivos para pesquisadores que viajam.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientista mergulha os braços em um recipiente com 250 mosquitos Reprodução/Instagram @mozzienique

A cientista Véronique Paris, que estuda como os mosquitos influenciam a transmissão de doenças, viralizou nas redes sociais ao mostrar uma etapa incomum do seu trabalho na Universidade de Melbourne, na Austrália. Quase todas as semanas, a pesquisadora mergulha os braços em um recipiente com 250 mosquitos e deixa que eles se alimentem de seu sangue.

Em entrevista à revista People, a cientista com mais de 40 mil seguidores no Instagram explicou que o procedimento é necessário porque as fêmeas dos mosquitos precisam de sangue para produzir ovos.

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Embora existam sistemas artificiais que permitem alimentar os mosquitos por meio de uma membrana, Paris afirma que usar o braço humano é a maneira mais rápida.

Quando questionada sobre os perigos da prática, ela explicou que a maioria das colônias utilizadas nos experimentos foi criada dentro do próprio laboratório e, por isso, os mosquitos não transmitem doenças e podem se alimentar diretamente do braço dos pesquisadores.

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Já em relação aos mosquitos vindos do exterior, a cientista afirma que existe um risco “muito pequeno” de que eles possam estar trazendo um patógeno (organismo ou agente biológico capaz de provocar doenças em um hospedeiro). Mesmo assim, ela considera o perigo “bastante insignificante”, já que os insetos coletados ainda estão em fase de ovos.

Outros cuidados envolvem manter colônias não nativas da Austrália em quarentena, realizar exames preventivos em pesquisadores que viajam para outros países e designar apenas um voluntário para alimentar um determinado grupo de mosquitos.

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“Por exemplo, eu nunca vou alimentar minhas colônias com as de um colega”, disse ela. “Então, se eu incubar os mosquitos, criá-los e alimentá-los com sangue, serei a única pessoa a alimentá-los com sangue até a próxima coleta de ovos, para que não haja essa de ‘hoje eu os alimento, daqui a uma semana você os alimenta’”.

“Se alguém viajar para áreas com transmissão ativa de doenças transmitidas por mosquitos, haverá um processo de triagem ao retornar, por exemplo, de férias, em que será necessário aguardar o período de incubação e, em alguns casos, também ser examinado para verificar se trouxe algum patógeno”, acrescentou.

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