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Clérigos do Egito alertam para "guerra civil" e pedem calma

Internacional|Do R7

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Por Yasmine Saleh e Abdelrahman Youssef

CAIRO/ALEXANDRIA, 28 Jun (Reuters) - As principais autoridades religiosas do Egito advertiram nesta sexta-feira sobre uma "guerra civil" e pediram calma em meio à disseminação da violência, dias antes de grandes manifestações que a oposição acredita que podem forçar o presidente islâmico a deixar o cargo.

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Um homem foi morto e dezenas de pessoas ficaram feridas em Alexandria quando manifestantes entraram em confronto com islamistas. Um norte-americano foi morto a facadas, disseram três autoridades de segurança e um médico. Um membro da Irmandade Muçulmana também foi baleado e morto na cidade de Zagazig.

As manifestações desta sexta-feira foram convocadas antes de uma grande marcha prevista para domingo, quando opositores do presidente egípcio, Mohamed Mursi, acreditam que milhões de pessoas irão às ruas para exigir novas eleições.

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"É necessária vigilância para garantir que não vamos entrar em guerra civil", disseram clérigos do milenar Instituto Al-Azhar, um dos mais influentes centros do mundo islâmico.

Em comunicado amplamente favorável a Mursi, eles pediram diálogo e culparam "gangues criminosas" que cercaram mesquitas para cometer atos de violência que, segundo a Irmandade Muçulmana, mataram ao menos cinco pessoas em uma semana.

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O braço político da Irmandade alertou para "terríveis consequências que colocariam o país em uma espiral violenta de anarquia", culpando pessoalmente líderes liberais, incluindo o ex-diplomata da ONU Mohamed ElBaradei, de incitar violência por parte de "bandidos" que foram contratados pelo ditador deposto, Hosni Mubarak.

Líderes da oposição condenaram a violência. O Exército, que tem alertado que poderá intervir se os líderes políticos perderem o controle, emitiu uma declaração dizendo que havia se posicionado em todo o país para proteger os cidadãos e instalações de importância nacional.

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Um comício islâmico no Cairo incluiu chamados para a reconciliação.

(Reportagem adicional de Tom Perry, Alexander Dziadosz, Omar Fahmy e Alastair Macdonald, no Cairo)

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