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Cobrança de taxa no estreito de Ormuz pode ser ‘tiro no pé’ do Irã, aponta especialista

Medida cogitada por Teerã poderia motivar a entrada de outras potências mundiais no conflito

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã considera cobrar taxas para o trânsito de embarcações no Estreito de Ormuz.
  • Projeto de lei busca obrigar países a pagarem pedágios a Teerã.
  • Paisagens estratégicas se mantêm distantes da guerra, focando na manutenção do fluxo de petróleo.
  • Especialista alerta que cobrança de taxas pode representar um "tiro no pé" para o Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Depois de Teerã ter interrompido e bloqueado a passagem de navios petroleiros pelo estreito de Ormuz durante o conflito no Oriente Médio, as autoridades do Irã estão considerando cobrar taxas para o trânsito de embarcações na passagem marítima.

Segundo um parlamentar iraniano, o governo tem analisado o projeto de lei que busca obrigar os países que utilizam o estreito a pagarem pedágios e impostos a Teerã. Além disso, o assessor do líder supremo afirmou que um novo regime para a passagem irá surgir depois da guerra.


“Do ponto de vista estratégico, até aqui, o Irã tem conseguido que países importantes como Japão e os principais aliados europeus da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), como Alemanha, França e Inglaterra, se mantenham apartados dessa guerra. Se o Irã começar a insistir na cobrança de taxas para liberar alguns navios e outros não, eu tendo a acreditar que países que estavam adotando uma postura de equidistância pragmática em relação ao conflito tendam a mudar de opinião”, explicou o pesquisador Lier Ferreira, em entrevista ao Conexão Record News.

Segundo o especialista, a postura do Irã poderá representar um “tiro no pé”, já que essas potências, a princípio, não manifestam qualquer interesse em entrar na guerra, o que poderia mudar: “Essa guerra não interessa a eles, eles estão interessados na manutenção do fluxo do petróleo”, afirmou.

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