Logo R7.com
RecordPlus
‌

Colômbia é vista como candidata a Nobel da Paz por acordo para encerrar conflito com as Farc

Este poderia ser o primeiro prêmio para a América Latina desde 1992

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Acordo de paz da Colômbia que colocou fim a meio século de guerra com as Farc é visto como forte candidato ao Prêmio Nobel da Paz
Acordo de paz da Colômbia que colocou fim a meio século de guerra com as Farc é visto como forte candidato ao Prêmio Nobel da Paz

O acordo de paz da Colômbia que colocou fim a meio século de guerra com as Farc é visto como forte candidato ao Prêmio Nobel da Paz na semana que vem, o que faria a premiação voltar às origens depois de uma série de vitórias de organizações, incluindo a União Europeia.

O prêmio seria dividido entre o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder dos rebeldes marxistas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Timochenko — pseudônimo de Rodrigo Londoño —, devido à assinatura de ambos em um acordo em 26 de setembro para encerrar um conflito que matou 250 mil pessoas.

‌

"O acordo... é um dos candidatos mais óbvios ao prêmio da paz que já vi", disse Asle Sveen, historiador que monitora a premiação. Apesar disso, ele disse que a concessão pode depender da vitória do "sim" no referendo sobre o acordo, que acontecerá na Colômbia no domingo.

Seria o primeiro prêmio para a América Latina desde que a ativista de direitos humanos guatemalteca Rigoberta Menchú o recebeu em 1992.

‌

Governo da Colômbia assina acordo de paz com Farc e encerra 52 anos de guerra

Festa e protesto marcam dia de acordo entre Colômbia e Farc

‌

Outros candidatos ao prêmio de 8 milhões de coroas suecas (934 mil dólares) são Svetlana Gannushkina, ativista russa de direitos humanos e refugiados, os Capacetes Brancos da Síria, grupo civil que se empenha em resgatar vítimas de ataques aéreos, e os moradores de ilhas gregas que vêm acudindo refugiados sírios.

Entre os outros possíveis indicados estão os negociadores do acordo nuclear com o Irã e o ex-técnico de computação norte-americano Edward Snowden, que vazou detalhes sobre programas de vigilância dos Estados Unidos.

‌

Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto de Pesquisas da Paz, em Oslo, aponta Gannushkina como sua favorita, com a Colômbia em segundo lugar, argumentando que entregar o prêmio à ativista seria uma reprovação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Uma condecoração para a Colômbia retomaria a tradição de pacificação levada a cabo por indivíduos. O comitê de cinco membros do Nobel, composto de vários ex-políticos, também pode ser influenciado pelo fato de que a Noruega ajudou a mediar o acordo.

Os indivíduos sempre foram os vencedores mais atraentes. A premiação deste ano ocorre dias após a morte do israelense Shimon Peres, que dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 1994 com o falecido primeiro-ministro Yitzhak Rabin e com o também falecido ex-líder palestino Yasser Arafat. Madre Teresa de Calcutá, a vencedora de 1979, foi declarada santa pelo papa Francisco neste mês.

A concessão dos prêmios começa com as honrarias de Fisiologia ou Medicina em 3 de outubro, Física no dia 4, Química no dia 5, Paz no dia 7 e Economia no dia 10. A data do prêmio de Literatura ainda não foi decidida. Todos os prêmios, com exceção do da Paz, são entregues em Estocolmo. 

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.