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Com ataque a cientista nuclear do Irã, conflito ‘se torna cada vez mais político’; veja análise

Morte de cientista iraniano que trabalhava no programa nuclear do país visa enfraquecer capital intelectual em vez do material

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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Na primeira coletiva realizada desde o início da guerra, Benjamin Netanyahu confirmou nesta sexta-feira (13) que Israel matou um cientista nuclear iraniano de alto escalão envolvido no programa nuclear do país. Ao ser informado, o professor de Direito e Relações Internacionais da Universidade de Franca, Kleber Galerani, notou que agora o exército israelense passa a atacar o capital humano, algo muito mais complexo de se reconstruir do que prédios e usinas.

Ele questionou, no Conexão Record News desta sexta (13), a ética adotada pelo primeiro-ministro israelense ao assumir essa estratégia, nomeada de doutrina de dissuasão preventiva: “Netanyahu normaliza assassinatos seletivos como um instrumento legítimo de política internacional. Isso desloca o conflito para uma zona cinzenta do direito internacional e cria alguns precedentes perigosos, especialmente num sistema global já fragilizado”.


Galerani elabora ao afirmar que, quando a guerra passa a mirar pessoas e não apenas alvos, o conflito passa a tornar-se cada vez mais político. Israel estaria, então, na análise do especialista, visando reescrever o futuro do Irã. “Netanyahu associa os ataques à ideia de um novo caminho de liberdade que se abre para o Irã, ecoando aí a retórica de mudança de regime. Na teoria das relações internacionais, esse enquadramento busca legitimar a guerra não apenas como defesa”, ele argumenta.

“Nesse tabuleiro, quando a guerra passa a mirar pessoas e não apenas alvos no sentido amplo de instalações, o conflito deixa de ser um conflito baseado apenas nas estratégias de guerra, no sentido da destruição propriamente das estruturas. Isso se torna cada vez mais político”, conclui.

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