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Com menor aprovação desde 2012, premiê Abe irá reformular gabinete japonês

Internacional|Do R7

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Por Kaori Kaneko e Elaine Lies

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, irá substituir membros do gabinete e líderes de seu partido no começo do mês que vem, em uma tentativa de reagir ao pior índice de aprovação desde que voltou ao poder em 2012 e na esteira de uma derrota histórica em uma eleição para a assembleia de Tóquio.

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A derrota da semana passada pelas mãos de um grupo político novato ressalta a possível vulnerabilidade de Abe depois de cinco anos no cargo, já que muitos mencionam a percepção de arrogância de sua parte e de seu poderoso secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, aos olhos do eleitorado.

Pesquisas de opinião desta segunda-feira mostraram a popularidade do premiê em seu pior nível desde sua volta ao poder no final de 2012. Uma delas, realizada pelo jornal conservador Yomiuri Shimbun, apontou 36 por cento de apoio – que era de 49 por cento um mês antes.

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Outra sondagem, do jornal liberal Asahi, apontou 33 por cento de apoio, uma queda em relação aos 38 por cento de uma semana antes, e revelou que 66 por cento dos eleitores independentes não apoiam o gabinete de Abe – números de que o premiê está ciente, disse Suga.

"Acredito que ele quer aceitar isto sinceramente como a voz do povo", afirmou Suga em uma coletiva de imprensa, acrescentando que o governo precisa "ser ainda mais determinado" a respeito de tarefas como a reconstrução da economia.

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Abe, que foi à Europa para a cúpula do G20, disse à mídia em viagem que irá manter autoridades essenciais na reformulação do gabinete e do governista Partido Liberal Democrata (PLD) planejada para agosto.

"Irei reformular a liderança do PLD e membros do gabinete no início do mês que vem, almejando renovar os sentimentos das pessoas", disse Abe em Estocolmo, segundo a agência de notícias Jiji.

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"A estabilidade é extremamente importante para gerar resultados. A estrutura central do Gabinete não deveria ser alterada com tanta frequência".

(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka)

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