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Comissão Europeia diz governos nacionais devem fazer mais para salvar imigrantes

Recentemente, um barco com 400 imigrantes naufragou no mediterrâneo deixando 17 mortos

Internacional|Do R7

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A CE (Comissão Europeia) considerou nesta terça-feira (13) que fez tudo o que estava a seu alcance para ajudar países como a Itália, que sofrem a pressão migratória em suas fronteiras, e insistiu que são os Estados-membros que têm que tomar medidas para evitar a morte de imigrantes.

"A Comissão Europeia usou todas as ferramentas disponíveis para apoiar a Itália", assegurou na entrevista coletiva diária da CE o porta-voz comunitário de Interior, Michele Cercone, que reconheceu que Bruxelas sente "certa frustração" porque "tudo o que se podia fazer não foi feito".

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Cercone esclareceu que se referia às medidas como comparecer aos campos de refugiados de fora da UE para buscar pessoas que possam ser amparadas pelos Estados-membros, uma medida que assegurou que se aplica muito pouco, e que em 2013 só beneficiou cerca de cinco mil pessoas em 11 países comunitários.

Barco naufraga e dezenas de imigrantes morrem na Itália

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"Há outros 18 (países) que podem fazer muito mais", sustentou a porta-voz. "Se cada país da UE acolhesse alguns milhares de refugiados poderíamos mudar e marcar uma diferença para dezenas de milhares de pessoas e reduzir também a pressão sobre os países do Mediterrâneo", acrescentou.

Cercone também desmentiu que sejam os países do sul da UE em exclusivo os que mais sofrem pressão migratória e assegurou que 50% das demandas de asilo em 2013 foram apresentadas na Alemanha, França e Suécia, e que países como a Itália figuram só em quinto lugar, atrás do Reino Unido.

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O porta-voz assegurou, além disso, que a CE está disposta a fazer mais se for necessário, mas lembrou que são as autoridades nacionais que devem tomar a iniciativa.

Estas declarações ocorrem depois que o ministro italiano de Interior, Angelino Alfano, disse que a Europa não ajuda e recalcou que é o clube comunitário que "deve ser responsável por acolher os sobreviventes".

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Alfano falou nestes termos após a tragédia de segunda-feira em frente a costa da ilha italiana de Lampedusa, onde naufragou uma barcaça com 400 imigrantes a bordo procedente da Líbia, deixando 17 mortos e vários desaparecidos. 

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