Como a Ucrânia usa drones para levar outros mais longe e driblar interferência russa
Inovação permite que as máquinas se tornem repetidores de sinal para auxiliar na conexão entre o operador e o drone em sua missão
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Ucrânia desenvolveu um drone que funciona como uma espécie de torre de retransmissão voadora. Na prática, isso significa que os drones usados pelo país no combate contra a Rússia poderão voar mais longe, com os operadores ucranianos mantendo o controle de seus aparelhos por distâncias maiores.
Os repetidores aéreos também ajudam a combater a guerra eletrônica russa, fortalecendo o elo de comunicação entre os operadores e os drones de missão, dificultando sua interrupção, embora a Rússia ainda possa atacar o próprio repetidor.
Veja Também
O aparelho tem um funcionamento parecido com os repetidores de sinal wi-fi, comuns em muitas casas com internet. Além disso, o drone pode voar em uma altura muito maior do que uma antena terrestre, com isso, ele é capaz de estender o alcance de um drone de missão e ajuda a preservar a conexão sob pressão, segundo informações do Business Insider.
A inovação é uma resposta às rápidas mudanças no campo de batalha. Uma fabricante ucraniana percebeu que os drones precisavam ser mais eficazes em alcances maiores, por isso, ela redesenhou um de seus modelos para outro objetivo: ser uma estação de retransmissão de sinais.
A fabricante ucraniana de armamentos Twist Robotics produziu um drone repetidor de sinais, derivado do seu drone Saker Scout. O modelo, que também pode ser usado em outras funções de combate, pode estender o alcance operacional dos drones em mais de 50 quilômetros.
Outras empresas do país também estão investindo nesse setor, algumas atualizando modelos de drones existentes e outras projetando novos. A Rússia também está usando a tecnologia, inclusive para ajudar drones de ataque a penetrarem mais profundamente em território ucraniano.
Militares dos EUA, por sua vez, já experimentam maneiras de ampliar as operações com drones e manter os operadores conectados a distâncias maiores. O Corpo de Fuzileiros Navais, por exemplo, testou usar helicópteros como plataformas de visão em primeira pessoa (FPV), bem como transferir o controle após o lançamento.
Uma análise publicada no ano passado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um think tank americano, descreveu a criação de sistemas de retransmissão como uma resposta às crescentes táticas de guerra eletrônica, incluindo a capacidade que ambos os lados têm de rastrear os sinais de controle de drones até sua origem para ataques contra operadores, alvos prioritários nesta guerra.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












