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Como drone secreto dos EUA pode ter ajudado na captura de Maduro na Venezuela

Aparelho já foi usado na operação que resultou na morte de Osama bin Laden e no monitoramento do Irã e da Coreia do Norte

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A captura de Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, pode ter envolvido um drone RQ-170 Sentinel da Força Aérea dos EUA.
  • O RQ-170 é utilizado para vigilância em operações especiais, monitorando discretamente alvos de alta importância.
  • Dados em tempo real fornecidos pelo drone ajudaram líderes da operação, incluindo Donald Trump, a acompanhar o momento da captura.
  • A operação na Venezuela seguiu estratégias similares usadas anteriormente em missões, como a que resultou na morte de Osama Bin Laden em 2011.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Participação do RQ-170 Sentinel em uma missão real é um caso raro Reprodução/Instagram/point_mugu_skies

A operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores no último sábado (3) pode ter contado com a participação de pelo menos um drone RQ-170 Sentinel, uma aeronave furtiva secreta da Força Aérea dos Estados Unidos.

Desenvolvido para realizar vigilância contínua sobre alvos de grande valor em áreas estratégicas, o RQ-170 é especialmente útil em missões de operações especiais, como a realizada na Venezuela. É raro avistar um desses drones em missões reais, embora sua presença nesse tipo de operação não seja inédita.


Um vídeo capturado por um observador em Porto Rico mostra o RQ-170 retornando à antiga Estação Naval Roosevelt Roads na manhã de sábado. Esse observador também registrou a chegada de outras aeronaves à base e tem monitorado o tráfego aéreo local há algum tempo, de acordo com o site The War Zone. A instalação, também conhecida como Aeroporto Jose Aponte de la Torre, tornou-se um ponto central para a expansão das operações militares dos EUA no Caribe desde setembro de 2025.

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A existência do RQ-170 foi oficialmente confirmada pela Força Aérea há mais de 15 anos, mas detalhes sobre a frota, estimada entre 20 a 30 drones, permanecem discretos. As informações disponíveis sobre suas operações até o momento estão alinhadas com a ação na Venezuela.


Apesar de seu design ter pelo menos 20 anos, o RQ-170 ainda representa uma ferramenta eficaz para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento furtivas, dificilmente detectáveis por adversários, mesmo quando operando dentro de seu espaço aéreo.

Os drones são equipados com uma variedade de sensores, incluindo radar de matriz de varredura eletrônica ativa, câmeras de vídeo eletro-ópticas e infravermelhas, e sistemas de inteligência eletrônica. Essas capacidades permitiriam aos RQ-170s monitorar discretamente os movimentos de Maduro e de suas forças de segurança, estabelecendo padrões de atividade antes da operação de captura.


Durante a missão, a presença de um RQ-170 forneceria informações vitais em tempo real, ajudando a identificar ameaças imprevistas. Essas informações também permitiram que líderes da operação, incluindo o presidente dos EUA Donald Trump, acompanhassem os eventos conforme ocorriam. “Eu pude assistir em tempo real, acompanhando cada detalhe”, disse Trump em entrevista por telefone à Fox News após a operação na Venezuela.

A frota de Sentinels já foi utilizada de maneira semelhante durante a missão que resultou na morte de Osama Bin Laden, em 2011, no Paquistão. A preparação para a operação na Venezuela também teria seguido estratégias semelhantes, incluindo a construção de uma réplica da residência de Maduro e a infiltração de uma equipe da CIA para coletar informações sobre sua rotina.


O uso dos RQ-170s para monitorar o programa nuclear do Irã e a proximidade de voos perto do espaço aéreo da Coreia do Norte são exemplos da capacidade desses drones de vigiar áreas estratégicas, mesmo em locais de difícil acesso. Eles também podem ter sido usados para observar bases militares venezuelanas e auxiliar em avaliações pós-ataque durante a operação.

A Força Aérea dos EUA já realizou testes com o Sentinel para avaliar danos após bombardeios, em combinação com bombardeiros B-2.

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