Logo R7.com
RecordPlus

Como é o fungo mortal que tem se espalhado em hospitais da Europa e gerado alerta

Candidozyma auris, resistente a medicamentos, já causou mais de 4.000 casos desde 2013, com aumento de 67% em 2023

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O fungo Candidozyma auris, resistente a medicamentos, se espalha rapidamente em hospitais da Europa.
  • Desde 2013, mais de 4.000 casos foram registrados, com um aumento de 67% em 2023.
  • O C. auris é particularmente perigoso para doentes e pode ter taxas de mortalidade de até 60%.
  • A detecção e controle rigoroso são essenciais, mas apenas 17 de 36 países têm vigilância para o fungo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O fungo é capaz de sobreviver em superfícies hospitalares e equipamentos médicos Reprodução/X/@business

Um fungo resistente a medicamentos, chamado Candidozyma auris, está se espalhando rapidamente em hospitais da Europa, gerando alerta entre autoridades de saúde, segundo um comunicado divulgado na quinta-feira (11) pelo ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças).

De acordo com o órgão, 1.346 casos de infecção grave relacionados ao fungo foram registrados em 2023, um aumento de 67% em relação ao ano anterior. Desde 2013, mais de 4.000 ocorrências foram contabilizadas na União Europeia e países vizinhos.


Espanha, Grécia, Itália, Romênia e Alemanha foram responsáveis ​​pela maioria dos casos ao longo da década. Nos quatro primeiros países, a transmissão é tão disseminada que já não é possível distinguir surtos individuais.

Leia mais

O C. auris é particularmente perigoso por causa da resistência a medicamentos antifúngicos e pela capacidade de sobreviver em superfícies hospitalares e equipamentos médicos, o que facilita a transmissão entre pacientes, segundo o ECDC.


O fungo representa uma ameaça grave especialmente para pessoas já doentes, com taxas de mortalidade que podem chegar a 60%.

“É algo muito preocupante e certamente uma ameaça à segurança dos pacientes em hospitais por toda a Europa”, afirmou Diamantis Plachouras, chefe da seção de resistência antimicrobiana e infecções associadas à assistência à saúde do ECDC.


A detecção precoce e o controle rigoroso são essenciais para conter a propagação. O ECDC disse que isolar pacientes em quartos individuais e desinfetar equipamentos são medidas eficazes.

No entanto, apenas 17 dos 36 países pesquisados pelo ECDC possuem sistemas nacionais de vigilância para o C. auris, e apenas 15 têm diretrizes específicas para prevenção e controle de infecções.


O fungo, identificado pela primeira vez no Japão em 2009, não apresenta sintomas específicos, como febre e calafrios, que variam conforme a infecção atinge a corrente sanguínea, feridas ou ouvidos.

A detecção exige testes laboratoriais, e nem todos os desinfetantes hospitalares comuns são eficazes contra o C. auris, o que dificulta a limpeza.

Plachouras disse que o fungo frequentemente é introduzido em novos países por pacientes internados em locais onde já está presente. Recentemente, novos surtos foram registrados em Chipre, França e Alemanha.

O financiamento para novos medicamentos antifúngicos também é um desafio. Dados compilados pela agência norte-americana Bloomberg mostram que, após investimentos de cerca de US$ 383 milhões em 2022, não houve novos compromissos em 2023.

No comunicado, o ECDC ressaltou a necessidade de haver esforços coordenados para fortalecer a vigilância e o controle do fungo. A agência realiza inquéritos regulares desde 2018 e publica avaliações de risco para apoiar os países na prevenção de surtos.

Perguntas e Respostas

 

O que é o fungo Candidozyma auris?

 

O Candidozyma auris é um fungo resistente a medicamentos que está se espalhando rapidamente em hospitais da Europa, gerando preocupação entre as autoridades de saúde.

 

Quantos casos de infecção grave foram registrados em 2023?

 

Em 2023, foram registrados 1.346 casos de infecção grave relacionados ao fungo, o que representa um aumento de 67% em relação ao ano anterior.

 

Desde quando o fungo tem sido monitorado na Europa?

 

Desde 2013, mais de 4.000 ocorrências do C. auris foram contabilizadas na União Europeia e países vizinhos.

 

Quais países foram mais afetados pelo C. auris?

 

Espanha, Grécia, Itália, Romênia e Alemanha foram responsáveis pela maioria dos casos ao longo da última década, com transmissões tão disseminadas que não é mais possível distinguir surtos individuais.

 

Por que o C. auris é considerado perigoso?

 

O C. auris é perigoso devido à sua resistência a medicamentos antifúngicos e à capacidade de sobreviver em superfícies hospitalares e equipamentos médicos, facilitando a transmissão entre pacientes.

 

Qual é a taxa de mortalidade associada ao C. auris?

 

A taxa de mortalidade do C. auris pode chegar a 60%, especialmente entre pessoas já doentes.

 

Quais medidas são recomendadas para conter a propagação do fungo?

 

A detecção precoce e o controle rigoroso são essenciais. O ECDC recomenda isolar pacientes em quartos individuais e desinfetar equipamentos como medidas eficazes.

 

Quantos países têm sistemas de vigilância para o C. auris?

 

Apenas 17 dos 36 países pesquisados pelo ECDC possuem sistemas nacionais de vigilância para o C. auris, e apenas 15 têm diretrizes específicas para prevenção e controle de infecções.

 

Quando e onde foi identificado o C. auris pela primeira vez?

 

O fungo foi identificado pela primeira vez no Japão em 2009.

 

Quais são os sintomas associados ao C. auris?

 

O C. auris não apresenta sintomas específicos, mas pode causar febre e calafrios, dependendo da infecção que atinge a corrente sanguínea, feridas ou ouvidos.

 

Como é feita a detecção do C. auris?

 

A detecção do C. auris exige testes laboratoriais, e nem todos os desinfetantes hospitalares comuns são eficazes contra ele, dificultando a limpeza.

 

Como o C. auris é introduzido em novos países?

 

O fungo frequentemente é introduzido em novos países por pacientes internados em locais onde já está presente. Recentemente, surtos foram registrados em Chipre, França e Alemanha.

 

Qual é a situação do financiamento para novos medicamentos antifúngicos?

 

O financiamento para novos medicamentos antifúngicos é um desafio. Em 2022, houve investimentos de cerca de US$ 383 milhões, mas não houve novos compromissos em 2023.

 

Qual é a posição do ECDC sobre a vigilância e controle do C. auris?

 

O ECDC ressaltou a necessidade de esforços coordenados para fortalecer a vigilância e o controle do fungo, realizando inquéritos regulares desde 2018 e publicando avaliações de risco para apoiar os países na prevenção de surtos.

 

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.