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Como funciona o Conselho de Segurança da ONU, que rejeitou força para reabrir Ormuz

Resolução foi vetada pela China e Rússia horas antes de Donald Trump sinalizar que via marítima pode ser retomada

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Segurança da ONU rejeitou resolução para uso da força na reabertura do Estreito de Ormuz.
  • A decisão foi vetada pela China e Rússia.
  • A resolução visava permitir que países usassem 'todos os meios defensivos necessários' no bloqueio atual pelo Irã.
  • O Conselho de Segurança, composto por 15 nações, tem poder de veto dos membros permanentes, que pode bloquear propostas colocadas em análise.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conselho de Segurança da ONU foi criado após a Segunda Guerra Mundial Reprodução/Eskinder Debebe/ONU

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou, na terça-feira (7), a resolução que previa o uso da força para reabertura do estreito de Ormuz. A passagem, considerada uma das vias marítimas mais importantes para o escoamento do petróleo, foi bloqueada pelo Irã em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos.

A resolução, que previa que os países poderiam usar “todos os meios defensivos necessários” para a reabertura de Ormuz, foi vetada pela China e Rússia.

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Pequim defendeu o veto afirmando ser contra o emprego da força. Embora adote uma posição neutra no conflito, a China costuma ser cautelosa em relação ao Irã, com quem tem cooperação no petróleo.

Já Moscou criticou a resolução. O país liderado por Vladimir Putin afirma que o texto responsabiliza apenas o Irã, além de contar com “trechos desequilibrados, imprecisos e de tom confrontador.”

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Mas, afinal, como funcionam as votações?

O Conselho de Segurança da ONU é o principal órgão internacional responsável por preservar a paz e a segurança no mundo. Criado após a Segunda Guerra Mundial, o colegiado tem autoridade para tomar decisões que devem ser cumpridas por todos os países-membros.

Ele é formado por 15 nações, sendo cinco permanentes — Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China — e dez rotativas, eleitas para mandatos de dois anos. Os membros permanentes têm papel decisivo, pois possuem poder de veto, podendo bloquear qualquer proposta.

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Na prática, cabe ao grupo avaliar situações que representem ameaça à estabilidade global, como guerras, conflitos internos e crises internacionais. A partir disso, pode sugerir negociações, aplicar sanções econômicas e diplomáticas ou, em casos mais graves, autorizar o uso da força, incluindo missões militares e operações de paz.

Para aprovar uma resolução, são necessários ao menos nove votos favoráveis, com o aval de todos os membros permanentes. Caso um deles se oponha, como ocorreu no caso envolvendo o estreito de Ormuz, a medida é automaticamente rejeitada. A abstenção, por outro lado, não impede a aprovação.

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Ao longo das décadas, o órgão se consolidou como peça-chave em crises globais, mas também enfrenta críticas pelo peso concentrado nas mãos dos membros permanentes, o que frequentemente provoca impasses em decisões consideradas urgentes.

Trump sinaliza reabertura de Ormuz

Poucas horas depois do veto no Conselho de Segurança, o presidente americano, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas contra o Irã. A medida, segundo ele, estaria condicionada à abertura completa do estreito de Ormuz. O acordo foi confirmado por Teerã.

“Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas redes sociais, acrescentando que “esse será um CESSAR-FOGO de dupla face”.

Ainda segundo o republicano, os EUA receberam uma proposta de 10 pontos do Irã e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

A reabertura da passagem é um dos principais objetivos estratégicos na guerra contra o Irã, além de peça-chave para Trump sustentar sua rede de apoio no Oriente Médio.

Oruma é a principal via de exportação de petróleo de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, aliados estratégicos dos Estados Unidos que dependem da rota comercial.

Logo no início de seu novo mandato, Trump reforçou laços com os países do Golfo e garantiu promessas de investimentos trilionários nos Estados Unidos ao longo da próxima década. Em troca, garantiria a segurança dessas nações, o que permitiria maior estabilidade econômica na região.

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