Como funciona o novo drone russo aprimorado com peças dos EUA e China, segundo a Ucrânia
Autoridades ucranianas alertam que a Rússia está contornando sanções internacionais e pedem controles rigorosos para empresas
Internacional|Do R7
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A Ucrânia afirma ter encontrado componentes eletrônicos de origem estrangeira em um novo modelo de drone de ataque utilizado pela Rússia. Segundo a inteligência ucraniana, a tecnologia reúne peças fabricadas nos Estados Unidos, China e Alemanha.
O drone, que ficou conhecido como Geran-5, foi identificado recentemente após ser usado em um ataque no início de janeiro.
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De acordo com a Ucrânia, o Geran-5 apresenta diferenças significativas em relação às versões anteriores, com formato semelhante ao de uma aeronave convencional com asa fixa. Os antigos seguiam padrão de asa delta.
O relatório aponta que nove componentes eletrônicos são de fabricação americana. As peças dos Estados Unidos incluem itens ligados ao processamento de sinais e comunicação. Já o motor turbojato e outras peças importantes são de origem chinesa.
“Um motor turbojato chinês TELEFLY TF-TJ2000A com um empuxo de 200 kgf (1960 newtons) é usado como a unidade de potência”, diz um comunicado da Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia divulgado nas redes sociais.
O novo motor permite que o Geran-5 atinja velocidades consideravelmente maiores do que as outras versões, ampliando sua capacidade operacional. Kiev estima que o drone alcance cerca de 965 quilômetros e transporte uma ogiva de aproximadamente 90 quilos.
Autoridades ucranianas alertam que, ao usar peças norte-americanas e chinesas, a Rússia está contornando sanções internacionais. O país também pede que empresas estrangeiras adotem controles mais rigorosos.
“A expansão do portfólio de meios de ataque russos, feitos com base em protótipos iranianos, bem como a continuação do uso da base de componentes de fabricantes de países do mundo livre, indica a necessidade de intensificar os esforços para bloquear o acesso de estados agressores à tecnologia”, finaliza o comunicado.
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