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Como seria uma eventual invasão dos EUA na ilha de Kharg, que pertence ao Irã

Território de 20 km² abriga o maior terminal petrolífero do país persa

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As tropas americanas se aproximam da ilha de Kharg, que abriga o maior terminal petrolífero do Irã.
  • A tomada da ilha poderia dar aos EUA controle sobre as exportações de petróleo do Irã.
  • O Departamento de Guerra planeja enviar paraquedistas e Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais para a região.
  • A abordagem para a captura da ilha pode incluir desembarques por mar ou por via aéra.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ilha de Kharg está localizada no Golfo Pérsico Reprodução/Google Maps

Às vésperas de a guerra no Irã completar um mês, tropas americanas se aproximam da ilha de Kharg. O local abriga o maior terminal petrolífero do país persa.

Segundo uma análise publicada pelo jornal Financial Times, os EUA avaliam se devem tomar o território. A estratégia seria uma opção para ganhar vantagem caso a guerra se intensifique, já que daria ao governo americano o controle sobre praticamente todas as exportações de petróleo do Irã.


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Além disso, aponta o FT, a medida poderia servir como moeda de troca em eventuais esforços para pressionar o Irã a suspender o bloqueio do Estreito de Ormuz. Outras opções consideradas incluem a captura de ilhas estratégicas na região, o que permitiria exercer maior controle sobre a rota marítima.

Em meio a isso, o Departamento de Guerra (antigo Departamento de Defesa) se prepara para enviar paraquedistas para a região, além de duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais (MEU, na sigla em inglês).


Uma MEU seria suficiente para tomar e manter a ilha, segundo ex-oficiais militares americanos. “Esta é uma operação clássica dos Fuzileiros Navais. É a razão pela qual os Fuzileiros Navais existem”, disse Karen Gibson, ex-diretora de inteligência do Comando Central dos EUA, ao FT. “Mas eles estariam fazendo isso sob pressão e sob fogo”.

Baixas entre as tropas americanas seriam praticamente certas. Com aproximadamente 20 km² e coberta por vegetação rasteira, a ilha de Kharg está localizada no Golfo Pérsico, a cerca de 25 quilômetros da costa iraniana e, portanto, do alcance dos mísseis, drones e artilharia.


Instalações militares no território já foram alvos de ataques iranianos, que atingiram mais de 90 alvos, incluindo depósitos de minas navais e bunkers de armazenamento de mísseis.

Ao FT, Kalev Sepp, veterano das forças especiais americanas e ex-funcionário de Defesa, disse que uma operação para tomar Kharg poderia envolver um ataque “breve e feroz” com munições de precisão contra as defesas remanescentes na ilha e no continente próximo. Isso seria seguido por um assalto aéreo para inserir tropas por helicóptero ou aeronave.


Já para Seth Krummrich, ex-chefe de gabinete do Comando de Operações Especiais Central dos EUA, o comando responsável pelas operações especiais no Oriente Médio, o objetivo seria “chocar, tomar o terreno e [fazer isso] o mais rápido possível”.

“A velocidade importa porque você não quer estar nas áreas expostas. Você vai querer se agarrar àquela infraestrutura petrolífera”, disse ele ao jornal britânico.

Como os EUA poderiam tomar a ilha de Kharg?

Segundo o Financial Times, os fuzileiros navais teriam duas possíveis formas de desembarcar na ilha de Kharg: pelo mar ou por via aérea. Nesse contexto, o jornal aponta o USS Tripoli como a plataforma mais provável para uma operação aerotransportada, na qual as tropas embarcariam em aeronaves V-22 antes de realizar o pouso na ilha.

No caso de um desembarque marítimo, militares e equipamentos poderiam seguir de barco até a costa. A aproximação, porém, seria complexa. De acordo com Mark Cancian, coronel aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais e ex-funcionário do Pentágono, seria necessário avançar pelo Estreito de Hormuz, descrito por ele ao FT como um verdadeiro “corredor de tiro”. Diante da possibilidade de o Irã já ter minado a rota, a entrada no Golfo poderia exigir previamente uma longa operação de varredura de minas.

Outra alternativa seria manter as embarcações fora do Golfo e realizar o desembarque exclusivamente por via aérea, embora, nesse cenário, helicópteros e aeronaves também ficariam potencialmente vulneráveis ao fogo vindo de posições em terra.

Jonathan Hackett, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais, avalia ao FT que as forças americanas poderiam buscar posicionamento a partir de uma área de preparação em solo.

Isso dependeria da concessão de bases, acesso e direitos de sobrevoo por países vizinhos do Golfo ou pela Jordânia, o que poderia colocá-los ainda mais na mira do Irã. A operação também exigiria sólidas capacidades de reabastecimento e logística.

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