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Condição congênita rara faz bebê nascer sem olhos no Reino Unido; entenda

Hoje com 1 ano e 4 meses, Rudy tem acompanhamento médico e participa de sessões de terapia para estimular seu desenvolvimento

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rudy, um bebê de Salford, Reino Unido, nasceu com anoftalmia bilateral, uma condição rara que o fez nascer sem olhos e nervos ópticos.
  • A condição foi confirmada após exames detalhados, revelando também uma mutação genética associada à perda auditiva.
  • Rudy recebe acompanhamento médico constante e utiliza expansores plásticos para ajudar no desenvolvimento facial.
  • Os pais criaram uma campanha de arrecadação online para custear equipamentos e adaptações necessárias ao desenvolvimento do menino.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mãe de Rudy suspeitou que algo não estava certo ao notar que filho não abriu os olhos após o parto Reprodução/Facebook/@Beth Fair-Lawton

O nascimento de Rudy parecia seguir o roteiro de uma gestação sem complicações, mas uma observação feita pela mãe nas primeiras horas de vida do bebê revelou uma condição extremamente rara. O menino, de Salford, na Inglaterra, foi diagnosticado com anoftalmia bilateral, malformação congênita que o fez nascer sem os globos oculares e os nervos ópticos.

A britânica Beth Fair-Lawton começou a suspeitar que algo não estava certo ao notar que o filho não abria os olhos após o parto. Inicialmente, enfermeiras explicaram que recém-nascidos de cesariana podem demorar um pouco mais para abrir os olhos, mas o comportamento persistiu e levou à realização de exames mais detalhados.

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Dias depois, veio a confirmação do diagnóstico. A anoftalmia bilateral é uma condição rara que afeta cerca de um a cada 100 mil nascimentos. Testes genéticos também identificaram uma mutação no gene SOX2, associada não apenas à ausência dos olhos, mas também à perda auditiva apresentada pelo menino.

Atualmente com 1 ano e 4 meses, Rudy recebe acompanhamento médico constante e participa de sessões de terapia para estimular seu desenvolvimento. Ele utiliza expansores plásticos temporários nas cavidades oculares, dispositivos que ajudam no crescimento adequado da estrutura facial e poderão facilitar a adaptação a próteses oculares no futuro.

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Além dos desafios relacionados à visão e à audição, o bebê também enfrenta dificuldades para engolir alimentos. Recentemente, passou a ser alimentado por sonda, enquanto especialistas acompanham a evolução do quadro.

Apesar das limitações impostas pela condição, a mãe descreve o filho como uma criança alegre e carinhosa. Segundo Beth, Rudy já começou a engatinhar, adora ouvir música, bater palmas e interagir com as pessoas ao seu redor.

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Para ajudar a custear equipamentos e adaptações necessárias ao desenvolvimento do menino, Beth e o companheiro, Andrew, criaram uma campanha de arrecadação online. Entre os recursos que pretendem adquirir estão uma máquina de escrever em braille, ferramentas tecnológicas adaptadas para o ambiente escolar, uma plataforma vibratória voltada ao fortalecimento muscular e melhorias em seu aparelho auditivo.

A anoftalmia bilateral nem sempre é detectada durante os exames pré-natais. No Reino Unido, estima-se que cerca de 30 crianças nasçam anualmente com anoftalmia ou microftalmia, condição em que um ou ambos os olhos são menores do que o normal ou não se desenvolvem completamente.

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Embora fatores genéticos possam estar envolvidos, as causas da condição ainda não são totalmente compreendidas pela ciência.

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