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Confrontos deixam ao menos 33 mortos em protestos no Egito

Internacional|Do R7

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Por Yara Bayoumy

CAIRO, 6 Out (Reuters) - Ao menos 33 pessoas morreram em confrontos durante protestos no Egito neste domingo, disse o ministério do Interior, em meio a uma crise desde que o exército tomou o poder três meses atrás que não dá sinais de arrefecimento.

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Os confrontos começaram depois que apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, tomaram as ruas.

Os mortos sofreram, em sua maioria no Cairo, ferimentos a bala, afirmaram fontes de segurança. Outra fonte da segurança disse que 13 pessoas morreram na área próxima à estação de trem Ramses.

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O ministério do Interior descreveu os confrontes como uma tentativa da Irmandade Muçulmana de "arruinar as celebrações e provocar atritos com as pessoas".

Em comunicado, o ministério disse que 30 das 33 pessoas mortas em Cairo e Giza e 423 pessoas foram presas.

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Os seguidores da Irmandade Muçulmana se manifestaram no Cairo e em outras cidades pedindo a queda do chefe do Exército que derrubou Mursi.

Os militares acusam frequentemente a Irmandade de incitar a violência durante os protestos, mas o grupo nega as acusações.

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Uma agência estatal noticiou que durante os confrontes na província de Qulubiya, na região do Delta do Nilo, as autoridades prenderam 25 membros da Irmandade que carregava 51 granadas.

A Irmandade argumenta que é contra os métodos violentos de outros grupos islamitas. Os ataques de militantes contra a polícia e soldados na Península do Sina têm aumentado fortemente desde que Mursi foi derrubado.

INSURGÊNCIA

Numa cidade a 300 quilômetros ao sul da capital, um membro da Irmandade morreu e ao menos dois outros resultaram feridos, disseram fontes médicas e de segurança.

Autoridades egípcias alertaram no sábado que qualquer um que protestasse contra as Forças Armadas poderia ser visto como um agente de forças estrangeiras.

A Irmandade vinha fazendo protestos seguidas vezes contra as Forças Armadas, depois da derrubada do poder do presidente Mohamed Mursi em julho.

Neste domingo, a tevê estatal mostrou imagens ao vivo de multidões na praça Tahrir e da cidade de Alexandria carregando fotos do chefe militar, general Abdel Fatah el-Sisi, e bandeiras do país.

Segundo testemunhas, forças de segurança dispersaram manifestantes pró-Irmandade em Alexandria com gás lacrimogênio.

Islam Tawfik, um membro da Irmandade e jornalista, disse mais cedo que apoiadores do grupo, que tem diversos integrantes presos desde a derrubada de Mursi, estavam determinados a chegar à praça Tahrir.

"Os nossos que estão nas ruas hoje querem celebrar o Exército que costumava apontar as armas contra o inimigo e não seu povo", disse Tawfik à Reuters. Partidários das Forças Armadas reuniram-se na praça Tahrir para celebrar o aniversário de um ataque a forças israelenses em 1973.

"Nós queremos entrar na Tahrir e Rabaa (local de protestos e acampamento da Irmandade Muçulmana) porque não estão reservadas àqueles que apoiam o golpe", afirmou.

A Irmandade acusa os militares de liderarem um golpe e sabotarem a democracia egípcia com a remoção de Mursi, o primeiro presidente eleito livremente no país, preso após ser derrubado da Presidência.

No dia 14 de agosto, autoridades egípcias atacaram dois acampamentos pró-Mursi no Cairo, deixando centenas de mortos, para depois declarar Estado de emergência e impor um toque de recolher.

Autoridades egípcias reforçaram a segurança no país após confrontos terem deixado ao menos quatro mortos na sexta-feira, quando partidários de Mursi realizavam as demonstrações mais intensas desde que seus acampamentos foram arrasados.

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