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Congresso americano chega a acordo sobre armas de fogo

Internacional|Do R7

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Democratas e republicanos anunciaram nesta quarta-feira a conclusão de um acordo no Congresso dos Estados Unidos sobre a extensão das verificações de antecedentes criminais e psiquiátricos para a compra de armas em feiras e na internet, uma medida promovida pelo presidente Barack Obama.

O novo texto, que será votado pelos senadores a partir de quinta-feira, torna obrigatória as verificações dos antecedentes criminais e psiquiátricos com base em um arquivo do FBI para a venda de armas na internet e em feiras especializadas, dois circuitos preferenciais para a compra de armas nos Estados Unidos (40% das vendas atuais).

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"Temos um acordo (...) para evitar que criminosos, doentes mentais e desequilibrados obtenham armas", declarou o democrata Joe Manchin durante coletiva de imprensa.

"Se você vai a uma feira, será tratado da mesma forma do que em uma loja, estará sujeito a verificação", disse.

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A medida "não vai resolver tudo, mas será útil", comentou o republicano Pat Toomey, outro autor do compromisso, que precisou obter o apoio de muitos republicanos na Casa.

"Este não é o meu texto e teria preferido que alguns aspectos fossem reforçados, mas o acordo representa um progresso bem-vindo e significativo por parte dos dois partidos", afirmou o presidente Barack Obama em um comunicado.

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Os senadores começam a votar na quinta-feira uma série de medidas, incluindo esta, e os democratas necessitam imperativamente dos votos republicanos para atingir 60 dos 100 votos necessários para a aprovação. A Câmara dos Deputados deverá então analisar os textos aprovados.

O assunto é delicado, os políticos tiveram o cuidado de repetir que os direitos dos proprietários de armas não serão limitados de maneira alguma. Um documento enviado aos jornalistas indicava em negrito e sublinhado, que o projeto não "confiscará as armas de pessoas" e não "criará nenhum registro nacional" dos proprietários de armas de fogo.

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Atualmente, as verificações não são obrigatórias em nível nacional para lojas especializadas, exceto em alguns estados que modificaram suas próprias legislações.

Mas o compromisso está aquém do que os democratas e Barack Obama imaginavam após o tiroteio da escola primária de Sandy Hook em Newtown, em dezembro, quando 26 pessoas foram mortas, já que a transferência de armas "pessoais" entre amigos ou parentes permanecerá isenta de verificação.

A generalização dessas verificações é consenso na sociedade americana, mas muitos republicanos conservadores ameaçam obstrui-la em nome da Segunda Emenda da Constituição, que garante a todo cidadão o direito de possuir uma arma para se defender.

De acordo com eles e o lobby das armas (Associação Nacional do Rifle, NRA), o projeto enfraqueceria este direito constitucional ao reforçar a regulação do mercado.

Sem surpresa, a NRA imediatamente rejeitou a proposta, chamando-a de ineficaz por antecedência.

A proibição de armas de assalto, mesmo entre os democratas, não tem chance de ser adotada. Mas duas outras medidas, contra o tráfico de armas e para o fortalecimento da segurança nas escolas, são mais consensuais.

Barack Obama dedicou a essa causa várias viagens nas últimas semanas e fez desta reforma uma prioridade este ano.

mlm-ico/lor/mr/dm

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