Conivência de universidades de elite dos EUA com manifestações antissemitas vai parar na Justiça
Escritório de advocacia de Nova York informou que vai processar centros de ensino por violações aos direitos civis de alunos judeus
Internacional|Do R7

Algumas universidades de elite dos Estados Unidos, reconhecidas internacionalmente, vão responder a processos na Justiça por permitir — ou pelo menos ser conivente com — manifestações antissemitas dos próprios alunos. É o que promete o Kasowitz Benson Torres, um grande escritório de advocacia de Nova York em entrevista ao site da emissora Fox News.
Entre os alvos estão Harvard, Cornell, Colúmbia, NYU (Universidade de New York), MIT (Massachusetts Institute of Technology), Stanford, Universidade da Pennsylvania e UC-Berkeley.
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Os advogados dizem que os centros de ensino violam os direitos civis dos estudantes judeus e também prometem cobrar na ação judicial mudanças corretivas imediatas e punições financeiras.
"Os estudantes estão vindo até nós porque eles temem pela própria segurança física", explicou um dos sócios do escritório, Mark P. Ressler, que é o responsável por preparar o processo contra as universidades.

À Fox News, Ressler afirmou que começou a investigar o caso depois do ataque terrorista do Hamas em 7 de Outubro e que algumas universidades adotam proporções diferentes quando decide adotar medidas contra os abusos dos direitos civis de judeus e de outros grupos minoritários.
"Vamos argumentar nesses processos e comprovaremos no Tribunal que essas escolas estão completamente cientes da terrível situação dos estudantes judeus no campus. Eles tinham conhecimento do assédio contra os judeus, mas fingiram que não viram e se envolveram no que a lei descreve como indiferença deliberada. Eles sabiam que tinham que agir. Os estudantes imploravam que agissem, e as escolas não fizeram absolutamente nada", explica.
Trauma entre judeus

O advogado e sócio do escritório de Nova York afirma que os estudantes judeus sentem os efeitos psicológicos dessas manifestações, que reúnem multidões.
“Vou lhe dizer exatamente como se sentem: eles estão traumatizados”, disse. "Conversamos com dezenas de estudantes que estão traumatizados. Eles estão sofrendo um enorme sofrimento emocional. Alguns deles viram suas notas despencarem. Alguns deles se trancam em seus dormitórios ou apartamentos em vez de aproveitar a faculdade. Alguns deles voltaram para a casa dos pais. É uma situação intolerável. E é uma situação que pode ser remediada", alegou.
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Ressler afirmou ainda que uma alegação surpreendente será exposta à Justiça: algumas universidades evocam a lei dos direitos civis para alguns grupos minoritários, mas o negam quando o alvo são os estudantes judeus.
“Um fato que apareceu nas nossas investigações é que é extremamente raro que qualquer uma destas universidades tome medidas disciplinares contra estudantes […]. E também que professores estejam envolvidos em assédio contra os judeus”, disse.
“Isso é profundamente angustiante porque essas mesmas escolas aplicam prontamente medidas disciplinares em relação a estudantes e professores que se envolvem em assédio ilegal a outros grupos minoritários no campus, como deveriam. Deveria haver tolerância zero para abuso e assédio de qualquer grupo minoritário. Ponto final, ponto final. Mas as escolas aplicaram dois pesos e duas medidas, e isso também fará parte do nosso processo”, antecipou.
Apoio de estudantes não judeus

Não são só os judeus que estão irritados com os protestos antissemitas, já que estudantes não judeus também se sentem incomodados com a falta de atitude das universidades para conter as "turbas violentas de estudantes". O sócio do escritório de Nova York diz que “os alunos, em geral, não querem que o campus se transforme em focos de ódio”.
“Eles estão lá para ir às aulas, socializar, participar de atividades extracurriculares e aproveitar a vida universitária. E há muitos estudantes não mjudeus com quem nos comunicamos que estão indignados com o fato de sua vida universitária ter virado de cabeça para baixo porque as universidades permitem multidões violentas de estudantes. E é um elemento criminoso tomar conta do campus para gritar cânticos genocidas e causar estragos materiais”, explica.
Ressler disse que essas universidades podem ser apenas um ponto de partida para as investigações de sua empresa. “É uma situação em evolução… Esse número pode muito bem aumentar com base nas informações que estamos obtendo. E a nossa lista de escolas e a nossa lista de alunos crescem diariamente”, concluiu.
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