Logo R7.com
RecordPlus
‌

Em meio a negociações, prudência é essencial no Estreito de Ormuz, avalia especialista

Estados Unidos divulgaram novas orientações para navios comerciais que transitam pela região

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA publicaram novas orientações para navios comerciais no Estreito de Ormuz, visando a segurança em meio ao tensionamento com o Irã.
  • É aconselhado que navios evitem águas territoriais iranianas e não resistam a abordagens das forças iranianas.
  • A região é crucial para escoar petróleo da Península Arábica para o mercado global, incluindo os EUA.
  • Negociações nucleares influenciam a postura americana, com potencial impacto nas relações com Israel e Arábia Saudita.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio ao cenário tenso com o Irã, os Estados Unidos divulgaram novas orientações para navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma passagem que fica ao sul do país oriental, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

A administração marítima do Departamento de Transportes dos EUA declarou que, de agora em diante, é aconselhado que navios comerciais norte-americanos fiquem o mais longe possível das águas territoriais do Irã e neguem verbalmente a permissão de abordagens das forças iranianas caso solicitado.

‌
Estreito de Ormuz vira "carta na manga" da diplomacia iraniana devido ao papel que possui no transporte de petróleo Reprodução/Record News - 13.06.2025

O comunicado deixa claro, entretanto, que as tripulações não deveriam resistir à força das tropas iranianas. As medidas podem parecer drásticas, mas o governo local já apreendeu navios comerciais e petroleiros que navegavam pela região, por supostamente estarem contrabandeando mercadorias. Além disso, autoridades do país também haviam ameaçado fechar parcialmente a passagem. Uma decisão estratégica, devido às consequências que tal ação causaria para o setor petrolífero.

“É essa região que permite que todo petróleo produzido na Península Arábica possa ser escoado para o mercado europeu e a partir daí chegue no mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos”, explicou o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, que também afirmou que diversas empresas transportadoras, em sua maioria estadunidenses, operam no local.

‌

Leia Mais

O cenário atual das negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos influenciaram a postura adotada por este último, que segundo Ferreira, é prudente e visa evitar qualquer desgaste diplomático no momento em que um acordo benéfico para ambas as partes torna-se cada vez mais sério.

Ainda assim, o especialista antecipa que a resolução final vai contar com cláusulas que beneficiem Israel: “Esse é o principal aliado dos EUA junto da Arábia Saudita no Oriente Médio. Qualquer negociação terá que contemplar de alguma forma os interesses e necessidades israelenses, o que é um complicador”, conclui durante o Conexão Record News desta terça (10).

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.