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Copiloto que atacou piloto em pleno voo planejou ação antes de entrar na companhia, diz jornal

Uma fonte disse que o homem, de nacionalidade omanita, pretendia lançar avião contra o aeroporto Ben-Gurion

Estadão Conteúdo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Copiloto da flydubai, Hamam al-Hammami, planejou ataque antes de ser contratado, visando o aeroporto Ben-Gurion em Israel.
  • O ataque foi classificado como terrorista após o copiloto atacar o comandante com um machado de emergência.
  • Passageiros e tripulantes dominaram o copiloto, e um piloto reserva pousou a aeronave na Arábia Saudita.
  • Investigações estão em andamento, incluindo possíveis vínculos do copiloto com a Austrália e revisão de companhias que voam para Israel.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ataque com machado e heroísmo: o que se sabe sobre voo da Flydubai
Fontes identificaram o suspeito como Hamam al-Hammami Reprodução/RECORD

O copiloto da companhia aérea flydubai que atacou o comandante de um voo para Israel na quarta-feira (30) planejou a ação antes de ser contratado pela empresa, segundo dois funcionários israelenses que acompanham a investigação dos Emirados Árabes Unidos, citados pelo jornal Haaretz.

Uma terceira fonte disse ao jornal que o copiloto, de nacionalidade omanita, pretendia lançar o avião contra o aeroporto Ben-Gurion.

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Segundo esse relato, ele já havia voado para Tel Aviv no início do ano com a intenção de sequestrar a aeronave, mas abandonou o plano. O motivo não está claro. A fonte afirmou que ele conhecia alguém a bordo daquele voo.

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Duas fontes identificaram o suspeito como Hamam al-Hammami. Autoridades israelenses confirmam que ele é de Omã, mas não divulgaram o nome.

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Os Emirados e a flydubai também não o divulgaram. As fontes falaram sob anonimato, e os governos dos dois países e a empresa não responderam aos pedidos de comentário.

O procurador-geral dos Emirados disse que o copiloto atacou o comandante com um machado de emergência e classificou o caso como ataque terrorista.

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Os dois funcionários israelenses afirmaram que ele disse aos interrogadores ter se candidatado à flydubai depois de pesquisar companhias que voavam para Tel Aviv.

Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, o copiloto pretendia desligar os motores e lançar o avião contra prédios de Tel Aviv.

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A publicação diz ainda que ele planejava matar o capitão sem alertar as autoridades e chegar à cidade antes da interceptação por caças israelenses. A CBS News informou no domingo (4) que uma investigação preliminar de Israel concluiu que ele agiu sozinho.

Passageiros salvaram o voo

Passageiros e tripulantes dominaram o copiloto. O capitão Smit Machchhar, indiano, sobreviveu ao abrir a porta da cabine.

Um piloto reserva da companhia que viajava no voo assumiu os comandos e pousou no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido.

Na quinta-feira (1º), ele foi levado aos Emirados. Havia mais de 170 pessoas a bordo, a maioria israelenses.

Os Emirados não anunciaram acusação formal, e não se sabe se o suspeito tem advogado. Omã não se manifestou.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que pilotos de países sem relações diplomáticas com Israel, como Omã, não podem operar voos para o país.

Não está claro como o copiloto foi escalado para a rota. Netanyahu mandou revisar as companhias estrangeiras que voam para Israel.

Uma unidade antiterrorista da Austrália também apura os vínculos do copiloto com o país. Uma quarta fonte disse que ele estudou na Universidade RMIT, em Melbourne, há cerca de dez anos.

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