Coreia do Norte acusa os EUA de alimentar a instabilidade ao vender armas para Taiwan
Pyongyang destacou que a ajuda militar americana a Taiwan ultrapassa R$ 195 bilhões na última década
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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As autoridades da Coreia do Norte acusaram os Estados Unidos de “agir de forma imprudente” e de destruir sistematicamente a estabilidade no estreito de Taiwan por meio da venda contínua de armamento militar à ilha, alertando Washington sobre as consequências “imprevisíveis” dessa interferência.
Em um artigo divulgado pela agência estatal de notícias norte-coreana, KCNA, o comentarista de assuntos internacionais Kim Myong Chol — que atua como porta-voz não oficial das autoridades norte-coreanas — denunciou que o governo dos Estados Unidos está armando as forças “separatistas” sob o pretexto de garantir a paz na região.
O texto compara a recente chegada de caças norte-americanos ao território de Taiwan à ação de “colocar uma bomba na porta de alguém, insistindo que é para garantir a segurança daquela casa”.
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O governo norte-coreano criticou o fato de Washington ter institucionalizado o fornecimento de armas a Taipé, apesar de reconhecer formalmente a República Popular da China como único governo legítimo.
Nesse sentido, Pyongyang afirma que a ajuda militar norte-americana aprovada para a ilha por meio de vendas ao exterior ultrapassa 39 bilhões de dólares (cerca de R$ 195 bilhões, na cotação atual) na última década — incluindo 11 bilhões de dólares (cerca de R$ 54 bilhões, na cotação atual) no final do ano passado.
O valor se somaria a um novo pacote de armamentos em tramitação, no valor de 14 milhões de dólares (cerca de R$ 69 milhões, na cotação atual), de acordo com dados coletados pela agência estatal.
Em sua declaração, o comentarista norte-coreano reafirmou o apoio de seu país a Pequim, ressaltando que a questão de Taiwan é um “assunto interno” no qual nenhuma força externa tem o direito de interferir e que a reunificação é um “processo histórico inevitável ao qual ninguém pode se opor”.
Por isso, instou os Estados Unidos a agirem “com racionalidade” e a avaliarem cuidadosamente se estão preparados para enfrentar um confronto direto contra “a formidável força nacional” da China para defender a segurança da ilha.
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