Internacional Coreia do Norte adverte EUA contra interceptação de mísseis de teste

Coreia do Norte adverte EUA contra interceptação de mísseis de teste

Ministro de Kim Jong-un afirma que uma resposta militar aos lançamentos de foguetes será considerada uma declaração de guerra

AFP
Resumindo a Notícia
  • Se mísseis norte-coreanos forem interceptados, isso será considerado uma declaração de guerra.

  • Estados Unidos e Coreia do Sul se unem para reforçar as defesas em torno da área dos testes.

  • Coreia do Norte acusa EUA de intensificar a tensão entre os dois países ao fazer voos militares.

  • Ministro de Kim Jong-un pede à ONU o fim das manobras militares de Washington e Seul.

Kim Jong-un, ditador norte-coreano, mandou recado ao presidente Biden

Kim Jong-un, ditador norte-coreano, mandou recado ao presidente Biden

STR/KCNA VIA KNS/SAUL LOEB/AFP

A Coreia do Norte fez uma advertência nesta terça-feira (7) aos Estados Unidos e seus aliados de que consideraria uma "clara declaração de guerra" a interceptação dos mísseis de teste que lança com frequência sobre o Oceano Pacífico.

Estados Unidos e Coreia do Sul intensificaram a cooperação na área de defesa e reforçaram os exercícios conjuntos nas proximidades da Coreia do Norte, país isolado que possui armamento nuclear e que nos últimos meses aumentou o número de testes de mísseis.

Pyongyang alega que seus programas nuclear e armamentista são de autodefesa e critica os exercícios militares de Washington e Seul, que interpreta como preparativos para uma eventual invasão.

"Isto seria visto como uma clara declaração de guerra contra a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) no caso de uma resposta militar, como a interceptação de nossos testes de armas estratégicas", afirmou em um comunicado Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un.

"O Oceano Pacífico não pertence ao domínio dos Estados Unidos ou do Japão", acrescentou, em uma nota divulgada pela agência oficial de notícias KCNA.

A Coreia do Norte "está sempre preparada para adotar uma ação apropriada, rápida e esmagadora", concluiu.

A partir de 13 de março, as Forças Armadas americanas e sul-coreanas participarão, durante dez dias, nos maiores exercícios conjuntos em cinco anos, batizados de "Escudo de Liberdade".

Na sexta-feira passada, os dois países aliados executaram manobras aéreas com a participação do bombardeiro americano B-52, que tem capacidade nuclear.

Em outro comunicado, o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores acusou o governo dos Estados Unidos de agravar a tensão entre os dois países "de forma deliberada" ao organizar as manobras aéreas.

"Apesar das nossas advertências reiteradas, os Estados Unidos continuam agravando a situação de forma deliberada", declarou o ministério, em uma nota que também foi divulgada pela KCNA, na segunda-feira.

Os exercícios aéreos conjuntos "mostram claramente que o projeto de usar armas nucleares contra a República Popular Democrática da Coreia continua seu curso, no ritmo de uma verdadeira guerra", acrescenta o texto.

Na semana passada, Pyongyang exigiu que ONU demande o fim das manobras militares de Washington e Seul na região e defendeu seu arsenal nuclear como "a forma mais segura" para garantir o equilíbrio de poder na região.

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