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Coreia do Norte diz que não quer mais 'cúpulas infrutíferas' com EUA

Pyongyang pediu novamente que Washington abandone sua 'política hostil' caso tenha interesse em prosseguir com o diálogo

Internacional|Da EFE

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Coreia do Norte respondeu a Trump que não quer mais 'cúpulas infrutíferas'
Coreia do Norte respondeu a Trump que não quer mais 'cúpulas infrutíferas'

A Coreia do Norte respondeu nesta segunda-feira (18) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não está interessado em realizar mais "cúpulas infrutíferas" entre os líderes dos dois países e pediu novamente que Washington abandone sua "política hostil" caso tenha interesse em prosseguir com o diálogo.

"Não estamos mais interessados em cúpulas infrutíferas", disse o ex-vice ministro das Relações Exteriores, Kim Kye-gwan, em comunicado divulgado hoje pela agência estatal "KCNA".

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As palavras duras de Kim respondem a uma mensagem no Twitter publicada ontem por Trump, onde ele pediu para a Coreia do Norte "agir rapidamente e fechar um acordo" após o anúncio feito pelo Pentágono do cancelamento de manobras militares com Seul para favorecer o processo diplomático.

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Kim, ex-vice-chanceler e uma das principais figuras do regime em termos de diplomacia e programa nuclear de Pyongyang, enfatizou que as três cúpulas entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un não conseguiram melhorar a relação bilateral e acusou Washington de fazer o público acreditar que está sendo feito um progresso em torno da desnuclearização da península.

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"Não vamos dar ao presidente americano nada para ele se gabar sem receber nada em troca. Precisamos obter um preço justo em troca de tudo o que o presidente Trump se gabou ter conseguido por conta própria", disse Kim no comunicado.

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O representante norte-coreano também insistiu que os EUA devem encerrar sua "política hostil" em relação à Coreia do Norte se quiser que o diálogo permaneça vivo.

O cancelamento das manobras anunciadas ontem visa impulsionar o processo de desnuclearização, bloqueado desde a fracassada cúpula no mês de fevereiro, em Hanói (Vietnã), onde Washington considerou insuficiente a oferta norte-coreana em relação ao desmantelamento de seus ativos nucleares e se recusou a suspender as sanções econômicas.

No mês passado, aconteceu uma reunião de trabalho em Estocolmo (Suécia), mas o encontro foi encerrado com os norte-coreanos acusando Washington de não oferecer nada de novo e de manter ativa sua "política hostil".

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