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Coreia do Norte diz que turista dos EUA detido no país será julgado

Internacional|Do R7

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Por Jane Chung

SEUL, 27 Abr (Reuters) - A Coreia do Norte disse neste sábado que um turista de cidadania coreana e americana, preso pelo Estado desde o ano passado, vai enfrentar um julgamento por "cometer crimes" contra o Norte, um movimento que poderia acirrar ainda mais as tensões com os Estados Unidos.

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O movimento ocorre em meio a um impasse diplomático entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos e em meio às ameaças de Pyongyang de atacar bases militares dos Estados Unidos no Pacífico e no Sul.

Os cidadãos norte-americanos de ascendência coreana vêm enfrentando problemas na Coreia Norte ao longo dos anos, e Pyongyang tentou usar esta detenção para atrair visitas de figuras americanas de alto nível, principalmente o ex-presidente Bill Clinton.

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No caso mais recente, Kenneth Bae, 44 anos, foi detida pela polícia desde a sua chegada na cidade Rajin, no norte do país, em 3 de novembro. Ele estava entre um grupo de cinco turistas.

"No processo de investigação, ele admitiu que cometeu crimes que visam derrubar a Coreia do Norte com hostilidade contra ele", informou a imprensa estatal KCNA, usando o título oficial do norte da República Popular Democrática da Coreia.

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"Seus crimes foram provados por evidências", disse, acrescentando que em breve iria ser levado ao Supremo Tribunal Federal "o juízo". Ele não forneceu mais detalhes.

Trabalhadores sul-coreanaos disseram que as autoridades do Norte podem ter tido problema com algumas de suas fotografias, incluindo os de crianças norte-coreanas desabrigadas.

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Um jornal sul-coreano publicado por uma família evangélica disse que ele poderia estar carregando filmes com imagens da execução de desertores e dissidentes na Coreia do Norte. Informação que não foi possível verificar.

De acordo com a lei norte-coreana, a punição para atos hostis contra o Estado é de cinco a 10 anos de trabalhos forçados.

Clinton viajou para Pyongyang em 2009 e conheceu o então líder Kim Jong-il antes de obter a libertação de dois trabalhadores de mídia norte-americanos que haviam sido acusados de entrar ilegalmente na Coreia do Norte.

As tensões entre a Coreia do Norte e Coreia do Sul e seu aliado, os Estados Unidos, se acirraram nas últimas semanas, desde que a ONU reforçou as sanções após terceiro teste de armas nucleares feito pela Coreia do Norte, em fevereiro.

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