Logo R7.com
RecordPlus
‌

Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em quarto teste no ano

Projéteis foram disparados de um aeroporto perto da capital e percorreram 380 quilômetros a uma altitude de 42 mil metros

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Teste realizado nesta segunda-feira (17) é o quarto da Coreia do Norte desde o início do ano
Teste realizado nesta segunda-feira (17) é o quarto da Coreia do Norte desde o início do ano

A Coreia do Norte lançou, nesta segunda-feira (17), dois novos projéteis — provavelmente mísseis balísticos, segundo Seul —, em seu quarto teste de armas desde o início do ano.

Pyongyang acelerou, nas últimas semanas, seus testes de armas, com o regime de Kim Jong-un buscando fortalecer a capacidade militar do país, sujeito a pesadas sanções internacionais, enquanto recusa ofertas de diálogo dos Estados Unidos.

‌

Os dois "mísseis balísticos de curto alcance" foram lançados de um aeroporto perto de Pyongyang nesta segunda-feira pouco antes das 9h (21h de domingo no horário de Brasília) e percorreram 380 quilômetros a uma altitude de 42 mil metros, de acordo com o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Esses novos lançamentos ocorrem em um momento delicado para a região, com eleições presidenciais marcadas para março na Coreia do Sul, enquanto a China, o único grande aliado da Coreia do Norte, se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno no próximo mês.

‌

A frequência e variedade dos testes mostram que a Coreia do Norte está "tentando melhorar sua tecnologia e capacidade operacional para realizar ações secretas, de maneira que outros países tenham dificuldade em detectar os sinais preparatórios de um lançamento", comentou o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, em coletiva de imprensa.

"O notável desenvolvimento da tecnologia de mísseis da Coreia do Norte não pode ser ignorado, para a segurança do Japão e da região", alertou.

‌

A Coreia do Norte afirmou ter testado com sucesso mísseis hipersônicos, armas particularmente sofisticadas, em 5 e 11 de janeiro, sendo o segundo lançamento supervisionado pelo próprio Kim Jong-un.

Os mísseis hipersônicos podem atingir cinco vezes a velocidade do som, ou mais. São mais rápidos e manobráveis do que os mísseis-padrão, o que os torna mais difíceis de ser interceptados pelos sistemas de defesa, nos quais os Estados Unidos gastam bilhões de dólares.

‌

Os Estados Unidos responderam, na semana passada, com novas sanções, o que Pyongyang chamou de "provocação".

"Reação certa"

Se "os Estados Unidos adotarem tal atitude de confronto, a RPDC [República Popular e Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] será forçada a uma reação certa e mais forte", advertiu um porta-voz do governo norte-coreano na sexta-feira (14).

Em seu plano de defesa para os próximos cinco anos, apresentado em janeiro de 2021, a Coreia do Norte citou os mísseis hipersônicos como sua prioridade número um, já que o diálogo com os Estados Unidos sobre seu programa balístico e nuclear permanece paralisado.

O país atravessa uma grave crise econômica, agravada pelas sanções e pelo fechamento de suas fronteiras em nome do combate à Covid-19, e o regime "precisa apresentar algo aos norte-coreanos", estima Cheing Seong-chang, do Centro de Estudos Norte-coreanos do Instituto Sejong.

Leia também

Pyongyang procura impressionar a população com inovação militar, pois "ficou claro que o Norte terá que lutar no campo econômico", acrescenta este analista.

Um trem de carga norte-coreano cruzou a ponte internacional sobre o rio Yalu no fim de semana passado e entrou na China, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Um evento que pode significar a retomada do comércio entre os dois países, suspenso desde o início da pandemia, há cerca de dois anos.

"O momento escolhido sugere que Pequim é mais do que cúmplice das provocações de Pyongyang", estima Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha em Seul. Segundo ele, "a China apoia economicamente a Coreia do Norte e coordena com ela do ponto de vista militar".

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.