Coreia do Norte testa ogiva capaz de devastar mais de 50 mil metros quadrados
Anúncio ocorreu um dia após regime denunciar uma ‘demonstração brutal de guerra nuclear’ por parte dos EUA e da Coreia do Sul
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O Exército da Coreia do Norte anunciou, nesta terça-feira (3), a realização de um teste com uma “ogiva de dispersão de um míssil de cruzeiro estratégico” com o objetivo de avaliar seu poder destrutivo e sua trajetória de voo para um “ataque vertical”, atribuindo à ogiva o potencial de “reduzir a cinzas uma área-alvo de cinco a seis hectares”, um dia após denunciar uma “demonstração brutal de guerra nuclear” contra si por parte dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
O anúncio foi feito pelo mesmo general que fez tal denúncia na segunda-feira (2), Kim Jong Sik, que informou agora que as forças norte-coreanas realizaram na própria segunda-feira “uma série de testes para avaliar o poder de uma ogiva de dispersão de um míssil de cruzeiro estratégico e suas características de voo para um ataque vertical”, conforme informou a agência de notícias estatal KCNA.
Após o teste, a Administração de Mísseis do Exército norte-coreano precisou que a ogiva de dispersão acoplada ao projétil é “de tamanho médio”, ao mesmo tempo em que destacou uma melhoria na “manobrabilidade terminal do míssil de cruzeiro” utilizado.
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O diretor do órgão militar, Jang Chang Ha, considerou que “é mais urgente do que nunca” para Pyongyang desenvolver seus sistemas de armamento para “salvaguardar a segurança do país e dissuadir todo tipo de ameaças”.
“Esses testes constituem um ensaio fundamental e demonstram, além disso, uma capacidade de combate real”, acrescentou, enquanto que, segundo a própria KCNA, a Administração de Mísseis que ele dirige afirma que os exercícios em questão fazem parte das “atividades habituais de pesquisa científica” para aumentar o poder de fogo dos sistemas de combate norte-coreanos.
O anúncio foi feito menos de 24 horas depois que o próprio general Kim Jong Sik criticou os exercícios conjuntos “Iron Mace” — realizados para testar a integração das forças nucleares americanas com as tropas convencionais sul-coreanas — como uma “demonstração brutal de guerra nuclear” por parte de Seul e Washington, bem como o “exemplo mais claro de que a ambição” da Casa Branca de “esmagar com armas nucleares” Pyongyang “permanece intacta e com um nível de perigo que aumenta a cada dia”.
As forças norte-coreanas voltaram a realizar testes desse tipo após os ensaios de sábado (31) com uma bomba de fragmentação que também pode ser acoplada a um míssil balístico e que, conforme destacou o próprio líder militar, seria “capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com sua potência máxima”.
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