‘Corrente humana’: perto do fim do prazo dado por Trump, iranianos se reúnem em usinas
Regime do Irã chamou jovens, artistas e atletas para proteger instalações de energia por todo o país
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
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Iranianos atenderam, nesta terça-feira (7), à convocação feita pelo regime do país na última segunda-feira (6) e se deslocaram para formar “correntes humanas” em usinas de energia, alvos de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A convocação foi feita pelo vice-ministro dos Esportes do Irã, Alireza Rahimi, que chamou jovens, artistas e atletas a formarem correntes humanas em usinas de energia por todo o país, antes do prazo final estabelecido por Trump, às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira, para chegar a um acordo que ponha fim à guerra.
“Estaremos de mãos dadas para dizer: Atacar infraestrutura pública é um crime de guerra”, disse Rahimi no X.
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Rahimi fez os comentários depois que Trump alertou que o Irã poderia ser “eliminado” se não cumprisse o prazo estabelecido por ele para chegar a um acordo.
Em imagens divulgadas pela agência de notícias Mehr, iranianos aparecem formando correntes humanas nas usinas de Kermanshah e Tabriz, além de uma ponte em Ahvaz.
Irã anuncia milhões de voluntários para conflito
Uma emissora de televisão estatal do Irã informou nesta terça que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os Estados Unidos e Israel caso o país seja invadido por terra. O Irã tem cerca de 90 milhões de habitantes.
O regime iraniano também convocou soldados aposentados, enquanto a força paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, começou a aceitar combatentes com pelo menos 12 anos de idade.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) elevou o tom contra os Estados Unidos e aliados ao alertar que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás por anos, além de levar a resposta “além da região” caso Washington “cruze as linhas vermelhas”.
Em comunicado divulgado nesta terça via Telegram, o grupo paramilitar afirmou ter ampliado o alcance de seus ataques na chamada “onda 99” da operação denominada Promessa Verdadeira 4.
Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atingiram “bases e interesses dos EUA no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, além de centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados”, em resposta a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh. A ofensiva teria incluído mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.
Na primeira fase, o grupo afirma ter atingido complexos petroquímicos ligados a empresas americanas na Arábia Saudita, incluindo unidades associadas a ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah.
O grupo também menciona o ataque a um navio porta-contêineres “ligado ao regime sionista” próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e diz que a posição do grupo de porta-aviões CVN-72 dos EUA, no Oceano Índico, foi alvo de mísseis de cruzeiro de longo alcance.
A Guarda afirmou que a destruição do navio serve como “alerta” a embarcações que cooperem com EUA e Israel e disse ter abandonado critérios de “contenção” adotados até então por boa vizinhança. Apesar disso, reiterou que não tem civis como alvo, embora prometa retaliar contra ataques a instalações civis iranianas.
Trump diz que Irã pode ser derrubado em uma noite
Em entrevista nesta segunda-feira (6), Trump afirmou, ao detalhar a operação de resgate do piloto do caça F-15 que havia sido abatido pelo Irã, que o regime iraniano “pode ser derrotado em uma noite”.
“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse Trump em coletiva na Casa Branca, ao comentar possíveis ações militares contra Teerã.
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